Primo do goleiro Bruno revela paradeiro do corpo de Eliza Samúdio

Segundo Jorge Rosa Sales, a modelo está enterrada em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte

Foto: Reprodução/Super Rádio Tupi

Foto: Reprodução/Super Rádio Tupi

Jorge Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão por tramar a morte da modelo Eliza Samúdio, revelou nesta quinta-feira (24/7), em entrevista à rádio Tupi do Rio de Janeiro, o paradeiro do corpo da modelo. Segundo ele, Eliza foi enterrada em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Jorge Rosa Sales era menor em 2010, quando ocorreu o crime, e cumpriu medida socioeducativa pela participação no assassinato da modelo. Diferentemente do que se especulava, o primo do goleiro afirmou que Elisa não foi esquartejada. “Ela não foi esquartejada. Só cortaram a mão dela. O corpo está inteiro”, afirmou.

O testemunho foi motivado, segundo Sales, para que sua consciência fique tranquila. O primo de Bruno afirmou também que, por ser muito observador, sabe chegar ao local onde estaria o corpo de Eliza.

“Ela está enterrada num sitiozinho em BH próximo ao Aeroporto de Confins. Antes de chegar no aeroporto. É uma estrada de chão bastante deserta, não tem muito movimento, praticamente abandonada. Eu identifico com um pé de coqueiro que é meio curvado. Sou muito observador, eu sei ver o local, sei chegar. Eu só estou dando essa reportagem aqui porque eu quero que a minha mente fica tranquila. Acabar com isso logo para a mãe dela poder enterrar a filha dela”, disse.

Ainda de acordo com a testemunha, Eliza foi asfixiada na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O secretário pessoal de Bruno, Luis Henrique Romão, o Macarrão, teria amarrado as mãos de Eliza. Após a morte, ela teria sido enrolada num lençol e colocada em um saco lacrado antes de ser enterrada em um buraco feito por uma retroescavadeira.

Na época do crime, Sales foi condenado após confessar ter dado três coronhadas em Eliza dentro do carro do goleiro. Em depoimento, ele também afirmou que teria visto Macarrão jogando pedaços de carne, que seriam de Eliza, para cães da raça rotweiller. Em novo depoimento, entretanto, negou a primeira versão.

O Caso

Eliza desapareceu em junho de 2010, aos 24 anos de idade. A modelo era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, com quem mantinha relações. Durante o julgamento do caso , a hipótese da acusação era a de que o jogador, com a ajuda de Macarrão, do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, a ex-mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, teriam praticado os crimes porque o goleiro não queria reconhecer o filho que tinha com Eliza.  O bebê está hoje sob a tutela da avó materna, Sônia de Fátima Moura, em Mato Grosso do Sul.

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