Primeira rapper a levantar bandeira LGBT no Brasil grava DVD em Goiânia

Lulu Monamour, também conhecida como Mademoiselle do Rap, usa a rima para falar de preconceito, descriminação e desigualdade

Divulgação

No próximo domingo (5/11) o goianiense vai poder acompanhar no Teatro Goiânia Ouro a gravação ao vivo do DVD “Futuro em Rima” de Lulu Monamour, também conhecida como Mademoiselle do Rap. O evento acontece às 20 horas e o ingresso custa R$ 10 a meia entrada.

A artista, que se auto-intitula a primeira cantora de rap a se assumir como integrante do movimento LGBT, levará para o palco um ambiente de muita luz e cor com participação de outros rappers, o que proporcionará ao público a experiência de interagir com o universo dela.

Estarão no palco junto com Lulu, os parceiros de algumas composições. Já confirmaram presença a vocalista da banda Carne Doce, Salma Jô; Jotta R. e Dentin do CL A Posse, de Aparecida de Goiânia; Pietra, Tatti Ribeiro, MC Snub e Conexão CN.

O show acontece após a artista cumprir extensa agenda na gravação de vídeo clipes que serão bônus no dvd Futuro em Rima. Criada para valorizar a cultura Hip Hop e também os pontos turísticos de Goiás a obra passa por cenários como as cachoeiras de Pirenópolis, as águas quentes de Caldas Novas e a cidade de Goiás onde o destaque é o Chafariz de cauda. Goiânia também está representada, principalmente com imagens do Bosque dos Buritis e do Museu de Arte da cidade.

O projeto foi selecionado por edital da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte e contemplado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás 2016.

O trabalho de Lulu Monamour é reconhecido pelo vigor e força, mantidos ao longo dos anos, dentro de um segmento da arte que na definição dela: “grita pelo fim das desigualdades, defende pretos e pobres, mas ainda é machista e discrimina o homossexual”.

É contra o desrespeito e a violência da sociedade que o goiano Luis César Pereira, o primeiro rapper assumidamente gay do Brasil, usa a enorme facilidade que tem para a rima, cria conteúdo denso e faz denúncia fundamentada.

Diante de um futuro fatalmente imprevisível a rapper e cross dresser – combinação que no Brasil não existia antes dela – está sempre pronta para enfrentar desafios e a arma é a poesia da rua transformada em música pela magia da arte que segundo Mademoiselle Lulu Monamour “consegue prever o Futuro em Rima”.

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Bianka

Então… Já ouviram falar de Mc Linn da Quebrada? E de Gloria Groove? Ambas são trans rappers. Maravilhosa a Lulu, mas não é primeira não.