Prévia da inflação de abril aponta alta de 1,98% em Goiânia, segundo IBGE

IPCA-15 de Goiânia foi o terceiro maior em todo o país; no Brasil prévia da inflação ficou em 1,73%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA) registrou uma variação mensal de 1,98% em Goiânia, o que representa a maior alta nos últimos 16 anos na capital. O Índice que mede a prévia da inflação oficial foi divulgado hoje, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, dados também revelaram a décima quarta alta consecutiva e a maior alta desde novembro de 2005, quando os números atingiram 2,14%. Desta forma, a variação acumulada no ano atinge 4,87% e o acumulado em doze meses alcança 13,09% na capital goiana.

Ainda em Goiânia, o IPCA-15 foi o terceiro maior do país. A pesquisa mostrou que os preços aceleraram em todas as áreas pesquisadas, devido, sobretudo, ao aumento dos preços dos tubérculos, combustíveis e energia elétrica residencial. O município ficou atrás apenas de Curitiba (PR), com uma variação de 2,23% e Rio de Janeiro (RJ) com 2,11%. A variação ficou em 1,73%.  Já em âmbito nacional, a prévia da inflação oficial ficou em 1,73% neste mês. O resultado ficou acima das taxas de março deste ano (0,95%) e de abril de 2021 (0,60%). Essa é a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (2,19%) e a maior para o mês de abril desde 1995 (1,95%).

O índice ainda aponta que a alimentação e bebidas subiram novamente e já acumulam aumento de 8,09% no ano. Neste mês, com uma alta de 2,77%, este grupo possui um crescimento de 15,06% contando os últimos 12 meses, com destaque para tubérculos, raízes e legumes, que já subiram mais de 50% em 2022.  Além disso, os subitens com maiores altas são o repolho (17,66%); óleo de soja (15,78%); tomate (15,76%); leite longa vida (12,99%); cebola (11,50%) e cenoura (9,18%). 

Já a alta nos combustíveis representou um total de 7,34%, em abril, contra 28,95% nos últimos 12 meses. Em Goiânia, a maior alta ocorreu no grupo Transportes (3,78%), que volta a subir depois do leve recuo em março (-0,22%) e registra a maior alta desde março de 2021 (4,95%). Com isso, o grupo acumula variação de 19,93% em doze meses. Todos os itens do grupo tiveram crescimento no mês de abril, com destaque para combustíveis (veículos) (7,34%), que já acumula alta de 28,95% em 12 meses, puxado pelas altas do óleo diesel (14,34%), etanol (7,24%) e gasolina (7,04%). Esses subitens atingiram as variações acumuladas em 12 meses de 53,90%, 22,70% e 29,19%, respectivamente. Pesaram também, no grupo de Transportes, o transporte público (1,19%) e o preço do veículo próprio (1,62%). 

Com isso, oito dos noves grupos de despesa tiveram alta de preços em abril. Depois de Alimentação e bebidas, Vestuário teve uma alta de 2,42%, com altas principalmente nos preços dos calçados e acessórios (3,45%), roupa masculina (3,26%) e roupa feminina (2,03%). Já Habitação foi de 1,16%, destaques para as altas no gás de botijão (4,86%) e na energia elétrica residencial (0,78%), com mais essas altas os subitens acumulam, respectivamente, as variações de 35,08% e de 41,66% nos últimos 12 meses; Saúde e cuidados pessoais (0,82%); Despesas pessoais (0,71%) e Educação (0,15%).