Prestes a desistir de pré-campanha à presidência, Rodrigo Pacheco pode dar espaço para Eduardo Leite

Presidente do Senado Federal avalia se dedicar a tentativa de reeleição no Congresso Federal

Prestes a desistir da pré-candidatura à presidência República, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), pode dar espaço ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Pacheco estaria disposto a desistir da disputa pelo Palácio do Planalto para pleitear a reeleição no Senado Federal.

Diante da situação, o presidenciável derrotado nas prévias do PSDB está sendo sondado pelo presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, que pretende ter uma candidatura ao Palácio do Planalto. A união pode ser consolidada desde que o partido construa uma candidatura ampla, com arranjo com outros partidos de centro, como deseja o governador gaúcho. Apesar da derrota, o político gaúcho, que não será candidato à reeleição no Rio Grande do Sul, saiu fortalecido das prévias tucanas, que deu vitória para governador de São Paulo, João Dória (PSDB).  

O político ganhou grande projeção e manteve articulações com partidos de centro-direita, como é o caso do próprio PSD. Ele, porém, após a derrota nas prévias do PSDB, começou a ser cobrado para que aparecesse mais no jogo político nacional, principalmente por tucanos que ficaram descontentes com a escolha de Dória como presidenciável.  

Embora Leite tenha dito dezenas de vezes, em entrevistas, que não será candidato a nenhum cargo em 2022, aliados sustentam que ele não descarta concorrer ao Palácio do Planalto pelo PSD. No entanto, o governador adotou a estratégia de “jogar parado” e tem dito a pessoas próximas que seria necessário um “movimento externo” de forças de centro que o apoiassem para ser uma alternativa no campo da terceira via. 

O maior entrave é que há pouco tempo para viabilizar a candidatura e um entendimento entre os partidos. Nesse cenário, ele teria que renunciar ao governo do Rio Grande do Sul até abril, o que é visto como difícil. O político também não admite uma candidatura à reeleição do governo gaúcho, seja pelo PSD, seja pelo PSDB. Neste caso, não precisaria se desincompatibilizar. Ele, porém não admite a possibilidade publicamente.  

Não descarta 

Em entrevista à jornalista Andrea Sadi, na GloboNews, Kassab disse que se a candidatura de Pacheco não vingar, há nomes que são “sempre lembrados dentro do partido”, porém acrescentou que “também tem o Eduardo Leite, que não deixa de ser um grande quadro”, disse o presidente da sigla. 

*Com informações do Jornal O Globo 

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