Prestadores do Imas aderem à paralisação e servidores ficam 5 dias sem atendimento

Devido a falta de pagamento da prefeitura, credenciados não irão atender pelo plano de saúde nesta semana

A paralisação dos atendimentos dos hospitais, laboratórios, clínicas e demais estabelecimentos de saúde credenciados pelo Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) contou com adesão considerável dos prestadores e grande parte dos serviços oferecidos pelo plano parou de funcionar nesta segunda-feira (26/2).

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) ainda não possui números fechados, mas aponta para adesão bastante considerável.

Clínicas radiológicas, responsáveis por exames de imagem, como tomografia, raios-x e ressonância, por exemplo, aderiram integralmente à paralisação, que dura até a próxima sexta-feira (2/3).

A ação foi definida durante assembleia geral na última semana. Os prestadores de serviços de saúde decidiram interromper temporariamente o atendimento pelo Imas devido aos constantes atrasos nos pagamentos dos atendimentos prestados. Apenas com um dos prestadores, a dívida já ultrapassa R$ 1,2 milhão e se arrasta desde 2016. Os prestadores cobram também que todos os pagamentos sejam liberados na mesma data.

Atualmente, conforme relatado na assembleia, a quitação tem sido seletiva, com o pagamento de uns, enquanto outros acumulam faturas vencidas. A paralisação é de advertência e os prestadores vão aguardar até o dia 20 de março para que os débitos vencidos sejam quitados. No dia 21, eles farão uma nova assembleia para avaliar a situação e a continuidade do atendimento aos cerca de 25 mil usuários do Imas.

Entenda o caso

O Imas tem pendências com laboratórios, clínicas e hospitais referentes ao ano de 2016 (confira tabela abaixo). Os credenciados também reclamam de corte de 10% dos valores das faturas de outubro de 2016 e janeiro de 2017 e de 20% das faturas de novembro de 2016 e fevereiro de 2017 que, segundo eles, têm comprometido seriamente o funcionamento dos estabelecimentos de saúde credenciados.

Mesmo sem deliberação oficial por meio do sindicato, os atrasos já têm prejudicado o atendimento aos servidores municipais que dependem do serviço do Imas. Muitos deles têm dificuldades em encontrar atendimento médico pois muitos credenciados já se recusam a atender pelo convênio. No início do mês, clínicas credenciadas suspenderam os atendimentos de quimioterapia.

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