Preso suspeito de roubar e matar motorista do Uber, em Goiânia

Suspeito confirmou participação no crime, mas afirma que vítima foi golpeada por menor de 17 anos apreendido logo após homicídio

Delegada Mayana Resende explicou que polícia descartou versão do suspeito, de que não havia intenção de matar a vítima | Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (28/03), Carlos Carmesino Santos de Lima, suspeito de participação no roubo e morte do motorista da Uber, Paulo Oliveira da Silva, em março deste ano. A prisão foi efetuada pelo cabo Salgado, do 27º Batalhão da Polícia Militar, que estava em horário de folga.

O suspeito confessou ter participado do crime, mas afirmou que a vítima foi golpeada com uma faca por um menor de 17 anos, apreendido logo após o homicídio. De acordo com as investigações, os dois escolheram a vítima de forma aleatória. “Os dois viram o motorista contando dinheiro e o renderam, amarraram suas mãos e o obrigaram a entrar no veículo”, explicou a delegada Mayana Rezende.

Em depoimento, Carlos afirmou que a vítima teria ofendido o adolescente, dizendo que a faca utilizada para ameaçá-lo o estava machucando. Disse que, no local do crime, amarrou o homem com um “blusão” e, a pedido do menor, teria dado a volta no carro e, em seguida, o adolescente teria aparecido com as mãos sujas de sangue.

O suspeito garantiu que a intenção era apenas levar o carro e não matar o motorista. A versão foi descartada pela polícia. “Se fosse verdade, não teriam levado a vítima ao matagal. Poderiam tê-lo liberado, uma vez que não ofereceu resistência”, declarou a delegada.

O motorista foi abordado na Praça Universitária, em Goiânia, e levado para uma mata no Residencial Aruanã Park, onde foi morto a golpes de faca. Os suspeitos fugiram no carro da vítima para Senador Canedo, onde foram parados por guardas civis municipais que já tinham recebido denúncias sobre o veículo que estava em alta velocidade e assustando moradores.

Carlos conseguiu fugir e o menor apreendido revelou onde o corpo da vítima havia sido deixado. No carro, foram encontrados documentos e várias garrafas de bebidas alcoólicas.

Após a prisão, Carlos confessou ter responsabilidade por outro homicídio, cometido em 2013, em Senador Canedo. À época, ele tinha 14 anos e afirma ter sido ameaçado pela vítima – que o imaginava como concorrente no tráfico de drogas. (Com informações da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária)

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