Preso suspeito de cometer pelo menos quatro assassinatos em Goiânia

Em ação conjunta, polícias Civil e Militar prenderam homem que atuava pelo controle do tráfico de drogas na região Noroeste da capital

Foto: Wildes Barbosa

Foto: Wildes Barbosa

As polícias Civil e Militar prenderam, no último domingo (8/5), Eromar Rosa da Silva. Aos 20 anos, ele é considerado um dos maiores homicidas da Capital. De acordo com as investigações, nos últimos sete meses, ele é responsável por pelo menos quatro assassinatos e uma tentativa de homicídio na Região Noroeste da Capital.

Três dos quatro homicídios foram motivados por disputa de território e controle do tráfico de drogas nos bairros Floresta e Boa Vista. O quarto, por vingança. Eromar era considerado o segundo homem na hierarquia da associação criminosa da qual ele fazia parte. O líder do grupo, Wellington Santos de Jesus – também conhecido como “Chiquinho” -, foi preso há poucos meses.

A prisão de Eromar foi efetuada por agentes da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) com apoio de policiais militares do 13º Batalhão da PM, na segunda fase da Operação Tempestade.

Segundo o delegado adjunto da DIH, Carlos Caetano, além dos cinco crimes, o suspeito também possui passagens pela polícia por ameaça, roubo, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. “Começamos a investigá-lo em setembro do ano passado e um mandado de prisão temporária de 30 dias já havia sido expedido contra ele”, explicou.

Os crimes

De acordo com as investigações, Eromar é responsável pelo homicídio de Victor João Batista e Silva, em setembro de 2015. Na mesma oportunidade, ele teria tentado assassinar Willian da Costa Barbosa, desafeto de Chiquinho. No mesmo mês, o suspeito teria matado Igor Vinícius Alves Teixeira Porto, cunhado de Wilian. Em novembro, Eromar teria feito outra vítima: Douglas Goiano Garcia.

O último assassinato cometido pelo suspeito teria sido em abril deste ano. A vítima foi Wellington Ferreira de Oliveira, de 23 anos – também conhecido como “Cabeça”. O crime foi cometido porque Jonathan Pereira da Silva queria se vingar da vítima. Wellington seria responsável pela morte do irmão de Jonathan. Eromar foi levado até o local por ser considerado o “mais corajoso” para assassinar Wellington.

Segundo o delegado Carlos Caetano, a ousadia do suspeito era tão grande que os crimes eram cometidos à luz do dia. “Ele não se preocupava nem mesmo em usar algum disfarce para esconder sua identidade”, afirmou. Diversas testemunhas identificaram Eromar como autor dos homicídios.

Integração

Na apresentação do suspeito, o comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar, major Daniel Toledo, destacou o trabalho conjunto e a integração de esforços entre as policias goianas. Segundo ele, diversos crimes têm sido evitados diariamente. “Estamos trabalhando de forma cada vez mais ostensiva. Vamos continuar atuando com muita força e dedicação para garantir segurança à população”, disse.

As ações integradas entre as forças policiais de Goiás, aliadas à política de investimentos em inteligência policial e investigação e ao lançamento de programas estratégicos na gestão do vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton, segundo a Segurança da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), resultaram na redução de diversos índices de criminalidade em todas as regiões do Estado. Os homicídios, por exemplo, tiveram queda de 13,52% no período de outubro de 2015 até abril de 2016. A informação é da Gerência do Observatório da SSPAP.

O delegado Carlos Caetano também ressaltou a importância das operações integradas entre as forças policiais do Estado. Segundo ele, a parceria e os esforços conjuntos entre as duas corporações têm apresentado resultados positivos no combate ao crime. “Só nestes bairros (Floresta e Boa Vista, onde Eromar cometia crimes) não são registrados homicídios há 15 dias”, destacou.

O delegado afirmou ainda que esse trabalho de integração – sob orientação do vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton -, terá continuidade. “É uma ação permanente. Vamos continuar prendendo marginais e reduzir drasticamente a criminalidade”, disse.

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