Preso em fevereiro, prefeito de Castelândia tem bens bloqueados

Além do prefeito, secretário de transporte e vereador são apontados por participar de esquema para desvio de verbas, todos estão presos

Foto: reprodução

O juízo da comarca de Maurilândia acatou pedido de liminar, em ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), e decretou a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito de Castelândia, Marcos Antônio, e do secretário de Transportes Gustavo Campos dos Santos. Os dois já haviam sido afastados do cargo no dia 28 de fevereiro suspeitos de participarem de esquema para o desvio de verbas.

Além do prefeito e do secretário de Transportes, são apontados como membros do esquema o vereador da cidade, Izaac de Oliveira, um servidor do Poder Executivo Pedro Antônio de Oliveira, e dos empresários Iris Domingos da Costa, Gilberto Almeida Leles e Adriano Pereira Leles, bem como as empresas Conduta Assessoria e Consultoria Eirelle e Goiás Técnica Contábil.

Procurada pelo Jornal Opção, a Prefeitura de Castelândia informou que desde o dia 28 de fevereiro, quando Marcos Antônio foi preso, o vice-prefeito, Roberto Preto (SD) assumiu o posto. Não há porém um posicionamento por parte do poder municipal da cidade quanto ao caso.

Na denúncia, o MP-GO afirmou que os empresários Iris Domingos da Costa e Gilberto de Almeida Leles mantinham esquema em Castelândia para o desvio de recursos públicos, por intermédio do pagamento de propina. As investigações apontaram que, a partir de janeiro de 2017, quando Marcos Antônio Carlos tomou posse, as duas empresas foram contratadas, parte dos valores pagos pelo município era devolvida para os agentes públicos, indicam as investigações.

Todos foram investigados e presos no âmbito da Operação Nova Geração, desdobramento da Operação 5ª Geração, realizada em Cachoeira Dourada.

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