Preso assassino confesso de funcionária morta em distribuidora da livraria Saraiva

Conhecido como Mortão, Vinícius do Carmo afirmou que atirou em Sarah Balsanulfo após ela assustar-se e pedir ajuda aos colegas de trabalho

Mortão confessou que atirou contra Sarah após ela reagir ao assalto. Arma utilizada no crime sumiu | Foto: Edilson Pelikano

Mortão confessou que atirou contra Sarah após ela reagir ao assalto. Arma utilizada no crime sumiu | Foto: Edilson Pelikano

O assassino confesso de Sarah Khristinna Balsanulfo, morta dentro da distribuidora de livros da Saraiva em fevereiro, foi preso na quinta-feira (17/7) pela polícia. Vinícius do Carmo, o vulgo Mortão, de 20 anos, foi detido no Setor Recanto dos Bosques, em Goiânia.

Ela foi morta no departamento financeiro do estabelecimento com um tiro nas costas no início da tarde do dia 6 de fevereiro, na Avenida Independência, no Setor Aeroporto. Os assaltantes anunciaram o assalto e levaram R$ 9,6 mil. Sarah estava com o dinheiro porque realizaria o pagamento dos funcionários ao final do expediente.

Em depoimento, Mortão detalhou que pulou o balcão da distribuidora e foi até o departamento financeiro. Segundo o criminoso, Sarah achou que a voz de assalto seria uma brincadeira. Ao perceber que se tratava de um crime, apavorou-se e gritou para que colegas chamassem a polícia, o que motivou o disparo contra ela. A arma utilizada foi um revólver calibre 32. O acusado tem ficha criminal por latrocínio em Trindade, cometido quando era menor.

Na ação, Mortão recebeu o apoio de outro homem, identificado como Ian, vulgo Gangster, de 21, morto há cerca de um mês com seis tiros, no Setor Residencial Buena Vista, em Goiânia. O jovem tinha passagem por roubo e receptação de veículos e furto.

Ainda foram presos Douglas de Souza Costa, conhecido como Drogba, de 21, e Wirlley Alexandre de Sousa, 20. O mais velho tem passagens por roubo, receptação de veículos, furto e posse de entorpecente para consumo próprio.

Segundo o delegado-chefe do Grupo de Repressão a Latrocínios e adjunto Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Thiago Damasceno Ribeiro, aparentemente os dois não estavam envolvidos com práticas criminosas até o momento em que foram presos, além de estarem trabalhando. A polícia chegou aos criminosos após cerca de quatro meses de apurações.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o investigador relatou que os assaltantes repartiram o valor roubado. Conforme o delegado, a arma usada era de Ian e sumiu. Os detidos podem ser indicados por latrocínio e as investigações continuam para saber se o grupo tem algum vínculo com outros crimes do tipo. Se constatado isso, também poderão ser indiciados por associação criminosa.

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