Presidente do Sintego diz que há preocupação com extremismos ao citar Caiado e Bolsonaro

Para a presidente do Sintego, melhor nome para governar Goiás é o de Kátia Maria (PT)

Bia de Lima, presidente do Sintego | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

Depois de ter entregue uma plataforma listando as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) no início desta semana para todos os governadoriáveis, a presidente do órgão, Bia de Lima, falou ao Jornal Opção sobre o que foi pedido e sobre como tem visto o clima político local durante as últimas semanas.

Sobre as reivindicações, Bia explicou que foram várias e que todas [solicitações] foram elaboradas em consenso entre diversas categorias. “Entre os pontos estão o pedido de administrar nosso plano de saúde que é o Ipasgo, o nosso hospital público, pois não queremos que vire cabide de emprego e não queremos organizações sociais”, declarou.

A presidente do Sintego também disse que foi pedida a recomposição das cadeiras por meio de concurso público, a não militarização das escolas públicas do Estado e o repeito à data base do servidor. “Óbvio que, acima de tudo, o pedido principal foi o de que haja diálogo entre o futuro governador e nós servidores”, afirmou Bia.

Como eleitora, depois de falar do Sintego, a presidente também reforçou que o sindicato não tem candidato, mas que ela tem. “Eu enquanto pessoa física, acho que o melhor nome para governar o Estado seria o da professora Kátia Maria (PT), pois ela tem experiência do ponto de vista da realidade social e dos servidores”, defendeu.

Mesmo se posicionando, Bia garantiu que, dentre os servidores, há muitas divisões e preferências entre os candidatos e que há respeito entre todos. “Por isso a construção da plataforma, pois, independente da posição do sindicalista, queremos defender o fórum dos trabalhadores”, assinalou ela.

Sobre o clima politico, a sindicalista analisou que viu a população muito fria em relação a tudo que se refere a política, seja sobre o que esta posto no cenário local, seja no nacional. Ela disse que percebe, só agora na reta final, que as pessoas começaram de fato a se voltar para as propostas dos candidatos e escolher em quem votar.

“Infelizmente muitas pessoas têm caminhado para um lado muito extremista, e isso não é bom”, completou Bia ao se referir ao candidato ao governo de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) e ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Apesar de representarem uma manifestação comum, a presidente do Sintego concorda que futuramente isso pode interferir na democracia. “Estes candidatos [líderes nas pesquisas], por estarem na frente, ficam mais no discurso genérico, dizendo apenas o que a população quer ouvir. É aí que nos preocupamos, por isso nós sindicalistas queremos e prezamos pelo diálogo com o próximo eleito”, concluiu.

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