Presidente do Sintego diz que há congelamento de salários dos professores, mas secretária de Educação rebate

Secretária de Educação diz que se trata de campanha de segundo turno e nega congelamento

Bia de Lima – Foto Fernando Leite

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, disse, em vídeo, que o governo estadual está congelando salário dos profissionais da educação. A secretária de Educação, Fátima Gavioli, a rebateu e disse que direitos estão garantidos e que segue lei federal.

No vídeo, Bia de Lima afirma que o projeto de lei, encaminhado pela governadoria à Assembleia Legislativa de Goiás, que reajusta em 12,8% salário dos os valores dos vencimentos dos cargos de Professor (P-I e P-II) do Quadro Permanente e de Professor Assistente (PAA, PAB, PAC e PAD, do Quadro Transitório), ambos do Magistério Público Estadual.

Segundo ela, no entanto, ficou de fora “a grande maioria dos professores P-III e P-IV. Bia de Lima diz que a categoria sofreu 18% de perda salarial durante governo Caiado. “No projeto de lei congela salários em 2021 e 2022. Ou seja, a maioria dos professores ficará com salários congelados durante toda a gestão Caiado”, diz.

Bia de Lima ainda diz que seria retirado as 60 horas dos professores, o que haveria queda salarial.

Lei Federal

Secretária Fátima Gavioli | Foto: Jornal Opção

A secretária de Educação, Fátima Gavioli, em vídeo resposta disse que as declarações só podem ser parte da campanha de segundo turno. Segundo ela, não “há nada que possa ser verdade que tenha sido feito por e pelo governador”.

Gavioli elenca ações como isonomia e cumprimento da lei. Ela cita ainda a Lei Federal 173/2020 que impede os governos estaduais e municipais de realizar concursos e conceder reajustes.

“Qualquer professor que já esteja recebendo no vencimento hoje não poderá ter reajuste. Não é o governo estadual que não quer dar reajuste, é uma lei federal, aprovada durante a pandemia, prevendo o caos econômico (…) Quem está na rede privada está inclusive ficando sem 13º salário (..) e nós estamos garantindo direitos”, responde.

Gavioli ainda rebate dizendo que o projeto de lei enviado à Assembleia não tem previsão de congelamento. A única coisa que tem, diz, é o impacto financeiro de 2021 e 2020. “Ninguém está congelando salário de ninguém. Pelo contrário, estamos trabalhando para garantir que possam ter alinhamento de salário nos próximos anos”, aponta.

Sobre as 60 horas, a secretária explica que se trata de uma ação na Justiça feita por professores que diziam que, eles seriam obrigados a cumprir 60 horas. “O que estou fazendo é buscando saída para [os professores] façam 60 horas dentro da legalidade”, diz.

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