Presidente do sindicato de condomínios diz que taxa do lixo não é “descabida”

No entanto, Ioav Blanche defende privatização da Comurg e uma política verdadeira de conscientização sobre resíduos

O anúncio da criação de uma taxa para coleta de lixo em todos os imóveis de Goiânia feito pelo prefeito Iris Rezende na última segunda-feira (13/11) continua causando polêmica.

Vereadores da capital já se mobilizam para tentar barrar a cobrança extra. Para tanto, Lucas Kitão (PSL) e Delegado Eduardo Prado (PV) apresentaram requerimento exigindo que a prefeitura comprove, por meio de dados, a necessidade de criação da chamada taxa do lixo.

Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (Secovi Goiás), Ioav Blanche, sugeriu que a proposta não é ruim, porém alerta que a taxa não pode se tornar somente mais um imposto.

“Não acho que a cobrança seja descabida, em vários municípios ela já existe. Mas para ter uma coerência, precisa incentivar as pessoas a produzir menos lixo. Criar uma verdadeira política de resíduos em Goiânia”, pontuou.

Para ser justa, o empresário sugere que a cobrança deveria ser escalonada: quem gera mais resíduos paga mais imposto.

Mesmo assim, fez questão de dizer que considera injusto o fato de a população mais uma vez ser penalizada com aumento de impostos. Segundo ele, a capital está entre as duas piores produtividades em coleta de lixo do país.

Privatização

Ioav Blanche | Foto: reprodução/ Secovi-GO

Ioav Blanche destaca, ainda, que, em primeiro lugar, a prefeitura precisa reduzir o custo da coleta de lixo e que para isso seria necessária uma reestruturação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).

“A Comurg está inchada e com salários que não são compatíveis com o mercado. Jogar no colo da população o custo de uma despesa exagerada é injusto”, argumentou.

Segundo o presidente, só existem duas empresas públicas para coleta de lixo nas capitais brasileiras — em Goiânia e no Rio de Janeiro, cidades com as piores produtividades do País.

“Se você comparar com Curitiba, onde é privatizado, Goiânia tem um  custo com a coleta maior do que o dobro. Uma mudança assim reduziria no mínimo 50% do custo aqui na capital”, arrematou.

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