Presidente do Sindibares duvida que, ao final dos primeiros 14 dias, poderão retomar atividades

“Não existe nada certo em Goiânia. Vejam o que fizeram com o pessoal da Região da 44. Já apresentamos todos os protocolos necessários para que tudo ocorra de maneira segura e organizada. Ainda assim nada foi feito”, desabafa

Foto: Reprodução

Passado os primeiros 14 dias desde a assinatura do decreto municipal que suspendeu temporariamente as atividades comerciais em Goiânia, os comerciantes poderão retomar as atividades na capital. Mas não só os lojistas, também será permitido o retorno de bares e restaurantes.

Apesar do decreto em vigência prever isso, o presidente do sindicato dos bares e restaurantes de Goiânia (Sindibares), Newton Pereira, diz não ter tanta esperança. “Não existe nada certo em Goiânia. Vejam o que fizeram com o pessoal da Região da 44. No nosso caso, estamos há mais de 90 dias em condições de funcionamento. Já apresentamos todos os protocolos necessários para que tudo ocorra de maneira segura e organizada. Ainda assim nada foi feito. Duvido muito que [a reabertura] aconteça”, disse.

Dentre as adequações, o setor garante o distanciamento de mesas e cadeiras, distanciamento entre os clientes que estiverem em filas, uso de luvas para todos os clientes em serviços self service, álcool em gel em diferentes pontos espalhados por todos os estabelecimentos e outras medidas. “Temos total condição de promover uma retomada segura tanto para os clientes quanto para os funcionários”, garantiu, por fim, o presidente.

Diante do aumento do número de casos da doença na capital, bem como a o alto índice de ocupação dos leitos de UTI, Pereira diz acreditar que pouco antes do início do período de funcionamento do comércio na capital, as autoridades encontrarão uma maneira de evitar que isso aconteça. “Se o Poder Público não está sendo capaz de estruturar a rede de saúde para atender a população contaminada, não acredito que irão liberar o retorno das atividades ao final dos 14 primeiros dias”, lamentou.

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