Presidente do SindiBares de Goiânia fala em ‘não cumprimento’ da lei seca contra Covid-19

Newton Pereira, presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiânia, afirma que os empresários deste segmento sentem-se vítimas de uma injustiça

“Bares e restaurantes não são causadores do agravamento da pandemia de Covid-19”, afirmou Newton Pereira | Foto: Reprodução / SindiBares Goiânia

Nesta segunda-feira, 25, o governador Ronaldo Caiado (DEM) realizou videoconferência com participação dos prefeitos dos municípios de Goiás. Nela, o governador colocou em discussão a possibilidade das cidades adotarem uma espécie de “Lei Seca”, proibindo a venda de bebidas alcoólicas a partir das 22h. O governador lembrou que cabe às prefeituras dar o alvará de funcionamento – e não a ele, que afirmou pretender acolher o que for deliberado pela maioria.

O Jornal Opção ouviu Newton Pereira, presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Município de Goiânia (SindiBares), para conhecer a opinião deste setor do mercado sobre o assunto. O dirigente da associação lembrou que o segmento já passou mais de 120 dias fechado e afirmou que os empresários sentem-se vítimas de uma injustiça. Declarou ainda que existe a possibilidade de não cumprimento da determinação de limitar vendas de álcool após as 22h.

“Bares e restaurantes não são causadores do agravamento da pandemia de Covid-19”, disse Newton Pereira. “No dia 19 de julho o setor foi aberto e este momento coincide com a queda da curva de contaminação. Estamos passando por uma segunda onda, mas ela decorre da inconsequente campanha eleitoral e das festas de fim de ano de 2020. O governador e os prefeitos não podem culpar os bares e restaurantes – ao invés disso, devem transformar os 245 leitos de UTI que temos atualmente em 320 leitos, como tínhamos em setembro.”

Quanto à possibilidade dos empresários do setor se manterem com a medida restritiva, Newton Pereira afirmou que estabelecimentos noturnos não seriam capazes de se manter, já que passaram recentemente por fechamento. Ele admite, entretanto, que a medida pudesse ser razoável em cidades como Catalão, Rio Verde e Jataí, onde a saúde já entrou em colapso por falta de leitos. “Mas para Goiânia não faz sentido, é pirotecnia”, concluiu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.