Presidente do PSDB diz que dívida de Goianésia “é pequena” e não é só da gestão passada

Vandir Gomes contestou afirmações do atual prefeito e acusou Renato de Castro de tentar “criar cenário de terra arrasada”

Para Vandir, grande parte das dívidas alegadas por Renato são, na verdade, investimentos | Foto: Larissa Quixabeira/ Jornal Opção

O presidente do PSDB de Goianésia, Vandir Gomes (PSDB), contestou, nessa sexta-feira (10/2), as afirmações do atual prefeito de Goianésia, Renato de Castro (PMDB), que afirmou que a gestão de Jalles Fontoura (PSDB) deixou dívidas de quase R$ 40 milhões para o município. Segundo Vandir, o saldo final, considerando os valores que a prefeitura tem para receber, é, na verdade, superavitário.

Admitindo que existem os chamados restos a pagar, que afirma serem dívidas de R$ 11 milhões com credores do município, o presidente afirmou que o crédito de recebíveis é de R$ 25 milhões. “O Renato assumiu a prefeitura e tem que trabalhar. Então ele tem que ir atrás de receber essa dívida e ainda vai sobrar um saldo de R$ 14 milhões”, criticou.

Segundo Vandir, as dívidas apresentadas por Renato também vêm de outras gestões e são oriundas de financiamentos feitos pelos ex-prefeitos para arcar com os custos de obras na cidade. “Tem dívida que foi adquirida em outras gestões para fazer esgoto na cidade, financiamento com o BNDES para comprar maquinário para fazer asfalto e transportar terra.”

Para ele, a dívida é pequena e as acusações de Renato desconsideram, por exemplo, os valores que serão arrecadados durante seu mandato. “Se ele está falando de R$ 12 milhões como se fosse um valor muito alto, ele tem que lembrar que vai receber, nesses quatro anos, R$ 700 milhões, que é a arrecadação do município. Então, é uma dívida muito pequena e que não é só do Jalles”.

Afirmando que a situação fiscal do município está em dia e a cidade tem condições de realizar investimentos, Vandir foi bastante crítico: “A cidade não passou a existir dia 1º de janeiro, o Renato tem que ter essa noção. Ele herda melhorias e herda compromissos, que não são só do Jalles, são do município”.

Vandir acrescentou ainda que, durante o período em que a equipe de transição, que ele presidiu, ministrou a troca de governos, documentos que mostravam como estava a situação fiscal da prefeitura foram devidamente apresentados a Renato.

Contratos

Comentando especificamente os débitos relacionados a contratos da gestão anterior, que somariam R$ 15 milhões, o tucano alegou não considera-las dívidas. Os valores se referem à Faculdade de Medicina da cidade, ao Residencial Jardim do Cerrado e ao Crédito Educativo Municipal (Creduce).

“Até me surpreendi de ele colocar isso como dívida, porque eu vejo isso como investimento. Ele é formado em economia, então ou agiu de má fé ou não tem conhecimento. Goianésia quer a Faculdade de Medicina porque é um grande investimento para a cidade, para a área de saúde, a gente conquistou esse benefício e cabe ao prefeito Renato dar continuidade para que isso se consolide”, pontuou.

Vandir prosseguiu: “Em relação ao loteamento Jardim Cerrado, são habitações populares, via parceria com o Governo do Estado, que deu o Cheque Mais Moradia para os beneficiários construírem a casa. A contrapartida da prefeitura é fazer a infraestrutura do loteamento”. “Ele vê isso como uma dívida, eu vejo como investimento na população de Goianésia, são pessoas que precisam.”

Por fim, Vandir também mencionou o carnaval de Goianésia, alvo de notificação do Ministério Público. “Ele tenta incorporar isso como dívida para criar imagem de terra arrasada, mas como um município que está devendo R$ 40 milhões consegue se propor a fazer uma festa de quase R$ 1 milhão, que é o Carnaval que ele quer realizar agora?”, questionou ele.

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Claudio Goiano

Não entendi o negócio da mão…pra quem ?