Prefeitura de Goiânia já estaria realizando repasse ao Imas, mensalmente, para custeio de despesas com pessoal, prestadores de serviço e despesas do instituto, conforme acordado com o TCM

Uma reunião entre o presidente do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas), Jeferson Leite da Silva, junto a representantes de sindicatos dos servidores municipais de Goiânia ocorreu nesta quinta-feira, 17, na sede do instituto. O objetivo do encontro foi ouvir as reivindicações em relação ao atendimento de usuários do Imas. Uma suspensão dos atendimentos eletivos e primeiros atendimentos aos usuários do instituto já havia sido decidida pelos sindicatos das principais entidades estaduais de saúde, em fevereiro deste ano, devido a falta de pagamento.

Em contrapartida, o presidente do instituto explicou que todos os prestadores estão sendo pagos, de acordo com instrução normativa do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Além disso, o repasse para custeio de despesas com pessoal, prestadores de serviço e despesas do instituto estariam sendo realizados, mensalmente, pela Prefeitura de Goiânia, explicou o representante. Entidades já haviam manifestado que a decisão de suspensão ficaria mantida enquanto as negociações com o Imas estivessem em andamento.

O atendimento a mais de oitenta mil usuários do Imas também está comprometido devido a esta situação, segundo as associações e entidades. O representante da instituição informou que o pagamento do mês de agosto, aos credenciados, foi repassado e garantiu que pagamento do mês de setembro vai iniciar na próxima semana. “Não dá para privilegiar A ou B com uma quantia maior, o que foi acordado com o TCM é o repasse igualitário, em relação aos meses em atraso. Agosto está pago, setembro inicia na próxima semana e assim por diante, até que todos os pagamentos estejam em dia”, detalha Jeferson. 

Durante a reunião, Jeferson Leite também reafirmou que não existe intenção de privatizar o Imas. “Essa discussão não partiu do município, e não está em pauta”, disse. A privatização do órgão do plano de saúde também já havia sido descartada pelo antigo secretário de Governo da Prefeitura de Goiânia, Arthur Bernardes, em fevereiro. A informação foi dada durante encontro com o Ministério Público de Goiás (MPGO) para solicitar uma investigação da autarquia ao longo dos anos. Atualmente, a proposta é tornar com que o instituto seja autossustentável.