Presidente do Cremego diz que houve equívoco em caso de misoginia em hospital goiano

Para Dr. Leonardo Reis, caso envolvendo ex-interno da Maternidade Nascer Cidadão se trata de um “equívoco conceitual”

Presidente do Cremego, Leonardo Reis | Foto: Fotos: Renan Accioly/Jornal Opção

*Atualizada às 14h17

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Leonardo Reis, comentou, em entrevista ao Jornal Opção nesta quinta-feira (13/4), o caso do médico goiano que foi acusado por internautas de misoginia e apologia ao estupro, enquanto ainda passava pelo internato em uma maternidade da capital.

Para o dirigente, é evidente a deficiência ética e moral em cursos de medicina oferecidos em universidades Brasil afora — sobretudo em unidades abertas recentemente –, mas pontua que, no caso de Goiás, houve um “equívoco conceitual”.

“Eu vi a denúncia no Facebook e as feministas alegaram isso, que ele estaria fazendo apologia ao estupro, mas o médico é, inclusive, homossexual. Houve um equívoco conceitual”, explicou Leonardo Reis.

Vale lembrar que o médico alvo das denúncias ainda era interno à época dos fatos e que, por isso, não pode ser, de qualquer maneira, responsabilizado pelo Conselho Regional.

O presidente do Cremego ressalta, entretanto, que o órgão tem elaborado um código de ética do estudante de medicina, ainda para este ano, o qual deve ao menos balizar a atuação dos acadêmicos no ambiente de trabalho. “A punição, neste caso, fica a cargo da universidade”, ressalta Leonardo Reis.

O caso

A acusação envolvendo o profissional de Goiânia partiu de internautas, que alegam que o profissional formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) teria demonstrado má conduta ao publicar conteúdo misógino e depreciativo às mulheres na internet, durante seu internato na Maternidade Nascer Cidadão, ainda em 2013.

Em prints extraídos de suas redes sociais, o médico chama a ala de ginecologia da unidade de “bucetário” e apelida o órgão genital feminino com nomes pejorativos. Na lista de fotos compartilhadas, há ainda um “poema” de cunho sexual e degradante.

O médico identificado nas publicações apagou suas redes sociais depois que o caso ganhou repercussão e não foi encontrado para comentar o assunto.

Na quarta-feira (12), o Cremego já havia informado, via nota, que iria apurar a veracidade das publicações e da conduta atribuídas ao médico, adotando as medidas cabíveis caso fosse constatado “o desrespeito à ética profissional, aos pacientes e às boas práticas médicas”.

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Thayna Bueno

O Senhor Presidente do CREMEGO, poderia nos esclarecer qual foi o conceito equivocado nessa história?

Juliana

Ah tá… Porque ele é declarado homosexual pode chamar umaatermodade de bucetario que tá tranquilo…
Então tá bom. (SIC)