Presidente do Conselho de Educação, Marcos Elias será ouvido em investigação

Ele teria recebido pagamento para participar de reuniões do Pronatec, mas CGE não encontrou documentação sobre execução de serviços ao programa

Marcos Elias Moreira: presidente do Conselho Estadual de Educação| Foto: Facebook

O presidente do Conselho Estadual de Educação, Marcos Elias Moreira, será ouvido nesta terça-feira, 15, pela comissão da Universidade Estadual de Goiás (UEG) que investiga o desvio de recursos do Programa Nacional do Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Marcos teria recebido R$ 7 mil mensais como “coordenador pedagógico” do programa.

Conforme reportagem do Jornal Opção, a CGE constatou que a UEG recebeu R$ 8,99 milhões do Pronatec e utilizou R$ 8,65 milhões em despesas com pessoal. Desse total, R$ 4,8 milhões — ou seja, 53,4% do valor — foram gastos com 248 pessoas do apoio administrativo. A fatia inclui o reitor e membros da alta direção da Universidade.

Outros R$ 2,3 milhões (26,1%) foram pagos a 324 professores e R$ 1,4 milhão (16,5%) repassado a 4.192 alunos.

A CGE apontou na ocasião falta de documentação que comprove a carga horária e a execução de serviços de profissionais durante o ano de 2018. Os valores chegariam a R$ 4 milhões

A investigação culminou com o afastamento do reitor, Haroldo Reimer, e toda a cúpula da UEG. Nota publicada na coluna Bastidores, do Jornal Opção, do dia 2 de outubro mostra que professores da instituição acham estranho que Marcos Elias não tenha sido afastado também.

“Não sabemos os motivos dos demais terem sido afastados, mas Marcos Elias Moreira ter sido preservado”, afirmam os mestres da universidade ao jornal. “Marcos Elias é presidente do Conselho Estadual de Educação. Ora, se o Conselho coordena os centros de educação do Estado, inclusive a UEG, qual é a isenção que Marcos Elias tem para presidi-lo? O correto é que seja afastado, ainda que provisoriamente, tanto da UEG quanto do Conselho”, afirma os professores. “Talvez fosse o caso de tanto a Controladoria quanto o procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Vechi, verificarem a questão.”

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