Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que medida poderia culminar em concentração bancária e redução da concorrência, o que seria prejudicial ao povo brasileiro

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil.

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira, 8, pela Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas de Combate à Covid-19, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, defendeu a privatização da instituição para se adequar à modernização do setor.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que a privatização pode culminar na redução da concorrência e na concentração bancária.

“Por que não, a partir do formato que nós temos hoje, trabalharmos a modernização? Se a gente pegar, por exemplo, um dos três ou quatro maiores bancos do brasil que vier a adquirir o BB, a gente vai ter, claramente, uma ampla concentração bancária e automaticamente dificultando a vida do povo brasileiro” argumentou Gama.

Insuficiência de socorro

Novaes ainda declarou que foram disponibilizados mais de R$ 136 bilhões de crédito para dar suporte à economia. No entanto, para a senadora Kátia Abreu (PP-TO), o valor é pequeno quando comparado ao emprestado por bancos privados, o que, de acordo com a parlamentar, deveria ser ao contrário.

“É impossível atender toda essa demanda, não há programa de governo que vai resolver isso. Enquanto a economia não puder voltar a funcionar, e os empresários tiverem condições de lutar por sua sobrevivência por meios próprios, nós vamos ter essa sensação de insuficiência de socorro” defendeu o presidente da instituição.