Presidente da França afirma que ataque a jornal foi “atentado terrorista” de “extrema barbárie”

François Hollande lamentou a morte de 12 pessoas e apelou à “unidade nacional”:  “Somos um país de liberdade”

Foto: Eskinder Debebe/ UN

Foto: Eskinder Debebe/ UN

O presidente francês, François Hollande, qualificou o ataque desta quarta-feira (7/1) contra um jornal satírico francês de “atentado terrorista” de “extrema barbárie” e divulgou um balanço de 12 mortos e quatro feridos em estado crítico.

Hollande, que falava no local do ataque, lamentou as mortes e disse que “quatro pessoas lutam pela vida” e apelou à “unidade nacional” ante ao “ato terrorista de extrema barbárie”.

O presidente afirmou que a França “sabia que estava sob ameaça, como outros países do mundo”, e que nas últimas semanas as autoridades desmontaram planos de ataques terroristas no país.

Segundo Hollande, essas ameaças existem porque a França é “um país de liberdade”, acrescentando que “ninguém pode pensar que pode agir na França contra os valores da República”.

O presidente francês convocou uma reunião de crise para as 15 horas (horário local). O gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que o nível de alerta na região de Paris foi elevado para o máximo, designado “alerta de atentado”.

Por volta das 11h30, homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do jornal satírico Charlie Hebdo, no 11º bairro de Paris. No local, ocorreu uma troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação.

Ao fugirem do local, os autores dos ataques feriram um policial a tiros. Em seguida, abordaram um motorista que transitava no local, tomaram o veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa.

A redação do jornal satírico, publicado semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu as suas instalações. Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.

O jornal tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten, que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos.

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