Presidente da Força Sindical sai em defesa dos incentivos fiscais

Em pronunciamento na Câmara de Catalão, vereador criticou a CPI dos Incentivos Fiscais, a equipe econômica do governo do Estado e disse que o enfraquecimento da indústria prejudica os municípios

Foto: Reprodução

Presidente da Força Sindical, o vereador Rodrigão (SD) entrou na briga em defesa da indústria goiana. Em pronunciamento na Câmara de Catalão, ele criticou a CPI dos Incentivos Fiscais, a equipe econômica do governo do Estado e disse que o enfraquecimento da indústria prejudica os municípios. “Sabe o valor do incentivo fiscal quem perde o emprego. Sindicato de desempregado é porta de prefeitura, é Bolsa Família, é fila do SUS”, afirmou Rodrigão, que pediu para ser convocado pela comissão na Assembleia Legislativa. “Eu provo para vocês que incentivar a indústria é melhor que qualquer coisa para a economia”.

Rodrigão usou o exemplo da Mitsubishi, que é a maior empregadora de Catalão. “Os benefícios de uma indústria vão muito além do que ela recolhe diretamente de ICMS para o Estado. Na Mitsubishi são cerca de R$ 800 mil por mês só de vale-alimentação para os trabalhadores. Isto movimenta a cidade inteira, fortalece o comércio e gera mais impostos”, afirmou o vereador, que já foi vice-prefeito da cidade. “Quando se demite 1 mil funcionários, você demite 6 mil pessoas, porque tem os agregados que se beneficiam daquele posto de trabalho. E são mais 6 mil sem plano de saúde, indo para o SUS, para o Hugo, lotando a Santa Casa.”

O presidente da Força Sindical lembrou que no auge da produção a montadora representava cerca de metade do ICMS de Catalão, mesmo com os incentivos concedidos pelo governo. Ele citou como exemplo do ciclo virtuoso da indústria em Catalão um ano em que a Mitsubishi pagou participação nos lucros a todos os funcionários, por terem batidos as metas. O menor valor, segundo Rodrigão, foi da ordem de R$ 10 mil. “Foram 23 milhões de reais depositados num dia. Foram vendidas mais de 150 motos na cidade no dia seguinte. Foram vendidos cerca de 400 lotes. Olha o impacto disto na economia local”, destacou.

A montadora andou fazendo redução de seu quadro de pessoal, alegando aumento da carga tributária. São esperadas mais 100 demissões até o final do ano. “Querem enforcar as indústrias e assim elas acabarão indo embora. Se perdermos a Mitsubishi, nunca mais teremos outra indústria automobilística em Catalão”, alertou. Rodrigão também pediu mais sensibilidade do governo do Estado para com o tema.

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