Presidente da Comissão de Habitação cobra embargo imediato da obra do Nexus

Para o vereador Carlin Café (PPS), construção não pode continuar após laudo da Polícia Civil que comprova fraude na documentação para alvará da construção

Carlin Café é presidente da Comissão de Habitação da Câmara Municipal| Foto Eduardo Nogueira / Câmara de Goiânia

O presidente da Comissão de Habitação, Urbanismo e Ordenamento Urbano da Câmara de
Goiânia, vereador Carlin Café (PPS) garantiu em entrevista ao Jornal Opção na manhã desta terça-feira (18/7) que, diante da comprovação de fraude na documentação para liberação das obras do empreendimento Nexus Shopping & Bussiness, no setor Marista, em Goiânia, vai cobrar da prefeitura que a construção seja paralisada imediatamente.

“Diante deste fato novo, em que a própria polícia, através de um laudo técnico, comprova a existência de fraude no empreendimento, vamos exigir que a prefeitura cumpra o requerimento que já foi aprovado em plenário para o embargo imediato da obra. Se antes já tínhamos fundamentos em evidências, agora temos provas contundentes da fraude”, considerou.

A Polícia Científica do Estado de Goiás constatou através de perícia grafotécnica que houve falsificação nas assinaturas contidas no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do empreendimento em construção no encontro das avenidas 85 e D, no Setor Marista. Em junho, os vereadores aprovaram em plenário um requerimento de autoria de Carlin Café para que a prefeitura suspenda a obra.

O vereador garantiu que vai cobrar uma resposta contundente por parte da administração de Iris Rezende (PMDB), em especial da Secretaria de Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), chefiado por Agenor Mariano. “A prefeitura tem obrigação de acatar o requerimento e, acima disso, dar uma resposta para a sociedade. Como presidente da comissão, quero ainda fazer uma audiência pública sobre o tema para que as pessoas saibam da gravidade que será o impacto ambiental dessa obra em Goiânia”.

Segundo o relatório concluído pela PC na última segunda-feira (17/7), das 278 fichas de entrevistas que teriam sido feitas com moradores da região e que foram analisadas pelos peritos, há pelo menos 37 comprovadamente assinadas por uma única pessoa.

Constatada a falsificação das assinaturas, serão indiciados todas as pessoas físicas e jurídicas responsáveis tanto pelo estudo quanto pela obra, por elaborar ou apresentar, no licenciamento, concessão florestal ou qualquer outro procedimento administrativo, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso, inclusive por omissão, previso no artigo 69-A da Lei 9.608.

Ainda na última segunda-feira (18/7) a prefeitura afirmou por meio de nota à imprensa que só se manifestará sobre o assunto na Justiça.

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