Presidente da Ahpaceg afirma que cilindros de oxigênios podem faltar nos hospitais: “Já faltam medicamentos, seringas e luvas”

Os hospitais da rede da Ahpaceg estão com 100% dos leitos de UTI ocupados. Segundo Haikal Helou, não é possível receber pacientes graves para internação também nas enfermarias

Diante da lotação dos leitos de UTI e do agravamento dos pacientes vítimas da Covid-19, o presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou afirmou nesta terça-feira, 09, que poderá faltar cilindros de oxigênio nos hospitais. E não é possível a aquisição além da cota estabelecida para cada hospital, devido ao aumento da demanda.

“Houve um aumento brutal do consumo de oxigênio no país inteiro e nós provavelmente teremos uma falta do produto nos próximos meses. Não há mais cilindros para serem alugados e a possibilidade de falta do gás em Goiânia é real”, revelou.

De acordo com o presidente da Ahpaceg, hoje nos hospitais da Ahpaceg ainda não há relatos da falta de oxigênio, inclusive, alguns tem usina própria. Mas há uma preocupação porque os fornecedores já avisaram que não há mais balas para serem fornecidas. “O paciente da Covid usa uma quantidade grande de oxigênio. Até cinco vezes mais que outras doenças. O medo é que com o aumento dos pacientes e do agravamento da doença, tenhamos a falta do produto”.

Sobre os medicamentos e insumos para o tratamento da Covid, Haikal Helou relatou a falta de pelo menos dez itens. “Faltam medicamentos, seringas e luvas. Não tem disponível no mercado e quando aparece o valor está dez vezes maior. É impagável”.  

Leitos de UTI

Os hospitais da rede da Ahpaceg estão com 100% dos leitos de UTI ocupados. Segundo Haikal, não é possível receber pacientes graves para internação nas enfermarias porque se ele quadro clínico piorar não tem como dar continuidade no atendimento. “Nós estamos com pacientes graves nos prontos-socorros e nos apartamentos [enfermarias]. Caso um paciente da UTI receba alta ou venha falecer será ocupado por outro que já está dentro do hospital e precisa desse leito.”

Rede estadual

O secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, afirma que as empresas que fornecem os insumos garantem que não há risco de falta. “Até este momento, nenhuma de nossas unidades estaduais tem indicativo de que pode faltar oxigênio”, atesta.

Além disso, três unidades, Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital de Itumbiara e de São Luis de Montes Belos, possuem usinas próprias para a produção. Elas são usadas como uma salvaguarda caso não haja mais cilindros disponíveis.

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