Presidente da Affim afirma auditores não recebem salário base

Elísio Gonzaga contesta que aumento seja de 400% e diz que ajuste chega após esforços da categoria em incrementar receita do Município

Elízio Gonzaga, presidente da Affim | Foto: Reprodução/Affim

Elísio Gonzaga da Silva, presidente da Associação dos Auditores de Tributos do Município de Goiânia (Affim), entrou em contato com o Jornal Opção para questionar a matéria publicada na segunda-feira, 11, sobre o aumento dos auditores de tributos municipais, que apontava o número de mais de 400%.

Segundo ele, os profissionais não recebem o salário base e o inicial de um profissional da classe é de cerca de R$ 10.500 – com o reajuste previsto no projeto enviado à Casa de Leis, a quantia, que se torna subsídio, vai para R$ 18.500, no caso de profissionais classe I (até quatro anos de atuação).

“Ninguém ganha R$ 3.474,58. Não existe 400% de reajuste”, diz o presidente da entidade. Vale destacar que, na matéria publicada na segunda-feira, e na PLC enviada à Câmara, este valor é citado como salário base. A ele, é acrescida a produtividade, R$ 8.641,52, e “outras”, R$ 1.066,50, que somadas chegam a R$ 13.182,60.

Justificativa

Ainda conforme Elísio, o aumento foi proposto no ano passado, quando houve um esforço concentrado da classe, de junho a dezembro, para que tivesse um incremento de receita do município. Esta, segundo ele, aumentou de R$ 30 milhões/mês para R$ 55 milhões/mês. “Com esse resultado financeiro o prefeito Iris pode, então, dar a data base (2017 e 2018), que estava em déficit com todos os servidores”, explica.

Além disso, o presidente da Affim afirma que o prefeito também pode pagar aproximadamente R$ 5 mil processos parados desde a época do ex-prefeito Paulo Garcia, que tratavam de vantagens dos funcionários municipais. “Em contrapartida [aos esforços concentrados dos auditores], o secretário de Finanças fez o compromisso de mandar um projeto de lei, à Câmara, que visava melhoria salarial dos auditores.”

Compensação

Elísio vê o reajuste de forma justa, uma vez que, de acordo com ele, o salário dos auditores da capital é inferior aos da prefeitura de Anápolis, por exemplo. Mas o presidente da classe também faz questão de destacar: “Não foi só melhoria no salário, mas mudança na carga horária, que aumentou de 6h para 8h. Os valores se compensam nos horários.”

Além disso, ele pontua que o pagamento se tornou um subsídio, ou seja, todos os “penduricalhos” foram retirados. “É bom para a administração pública e não tão bom negócio para o funcionário público.” Por fim, ele lembra que a categoria, atualmente, está defasada. “Fizeram um concurso recentemente, mas passou 20 anos sem fazer. Temos menos auditores que Anápolis”, compara.

Uma resposta para “Presidente da Affim afirma auditores não recebem salário base”

  1. Staney disse:

    Kkkk… e o resto dos funcionários? A arrecadação aumentou pq meteram a mão no IPTU…balela

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