Presidente da Adial critica CPI dos Incentivos Fiscais e defende manutenção do Fomentar e Produzir

Para o presidente da Adial, investigação pode atrapalhar ambiente de negócios no Estado 

Foto: Reprodução

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (Adial Goiás), Otávio Lage de Siqueira Filho, defendeu a participação da entidade na discussão sobre a redução da política de incentivos fiscais em Goiás. Para ele, a CPI em andamento dá um freio em relação à iniciativa de empresas que querem investir no Estado e que aguardam os desdobramentos da investigação.

“Em nossa visão não foi feito nada errado, todos os incentivos foram aprovados em leis que passaram pela Assembleia, e por convênios que estão na Secretaria de Economia. Eles inclusive poderiam ser esclarecidos sem uma CPI, que pode atrapalhar um pouco o ambiente de negócios em Goiás”, afirmou Otavinho.

O presidente da Adial também explicou que as pesquisas encomendadas pela Adial Goiás sobre atração de investimentos já foram apresentados ao governador Ronaldo Caiado, que gostou do trabalho e ficou de fazer uma análise dos dados apresentados. Posteriormente será feita uma reunião para destrinchar esses dados e distribuí-los para as secretarias do governo estadual, explicou Otavinho.

“Esse material será subsídio para a construção de uma política a quatro mãos. E é isso que a Adial faz, ela é parceira do Estado no crescimento, no desenvolvimento e na geração de empregos.”, explicou.

Para o vice-presidente da Adial, Cesar Helou, os incentivos fiscais não são um problema para o Estado, mas sim a solução do problema. “O país precisa diminuir o tamanho do Estado para se encaixar em um novo formato de governo que nós esperamos que ele tenha daqui pra frente. Os incentivos irão ajudar a chegar neste momento de emprego pleno e industrialização do país inteiro”.

Fomentar e Produzir 

“Nós defendemos que o Fomentar e o Produzir sejam mantidos, até porque o valor deles é muito menor do que os R$ 8 bi que foi dito. E a Secretaria da Economia está estudando e chegando a essa conclusão de que os números apresentados por nós estão corretos”, argumentou Helou.

Segundo ele, a indústria migra para o local que tiver condições mais interessantes. “Eu acredito que isso não aconteça de uma hora para outras, mas, se acontecer algo mais grave com os incentivos fiscais, em um prazo de 8 a 10 anos Goiás será bem diferente do que foi há 5 ou 10 anos”, explicou. “Estamos vivendo um momento muito importante, de consolidar o parque industrial em Goiás, senão isso irá migrar aos poucos para outros Estados, concluiu Cesar Helou.

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