Presidente afastado da Câmara de Jataí diz que fatos ocorreram quando não ocupava cargo

Mauro Antônio Bento Filho é suspeito de receber parte do salário de servidores e, ainda, ter contratado funcionário fantasma

O presidente da Câmara Municipal de Jataí, Mauro Antônio Bento Filho, afastado do cargo por suspeita de receber parte do salário de servidores, enviou uma carta de esclarecimento, em que lista justificativas para sua inocência. Segundo ele, fatos ocorreram quando ainda não era presidente da Casa.

O juiz Thiago Soares Castelliano, da comarca de Jataí foi quem decidiu pelo afastamento. Segundo denúncia, Mauro estaria exigindo parte do salário dos servidores para garantirem permanência nos respectivos cargos. De acordo com o Ministério Público, oito servidores relataram que eram obrigados a repassar uma porcentagem de seus pagamentos ao vereador.

O valor total desviado chegaria a R$ 173 mil. Além disso, Mauro teria contratado Eurípedes Ferreira Marques como funcionário fantasma. Entre 2013 e 2014, ele comparecia apenas para bater o ponto, segundo relatos. Ambos respondem por enriquecimento ilícito, dano ao erário e violação dos princípios de administração.

Confira nota da defesa de Mauro Bento:

Diante das matérias veiculadas na imprensa acerca da denúncia ofertada pelo Ministério Público contra o Atual Presidente da Câmara, vem a público esclarecer o que se segue:

1- É fato que há um procedimento administrativo sobre a apuração de suposta ocorrência de “servidor fantasma” na Câmara Municipal de Jataí e devolução de valores, fato este referente aos anos anteriores a 2014 – portanto, ocorrido em período distinto da atual presidência da Câmara.

2- O Procedimento se coaduna com a perseguição política que tem sofrido o Vereador Mauro Antônio Bento Filho desde a sua candidatura para Deputado Estadual.

3- Nos autos do Inquérito Civil Público 25/2014, o próprio denunciante ao ser indagado pela Promotora de Justiça, se ele tinha que devolver um valor de trezentos reais ao atual Presidente da Câmara, vereador a época, as folhas 274 afirma que:

“Não é verdade , dra., (…) Eu falei isso na verdade agora, depois que ele foi candidato a reeleição, agora né, para deputado, para queimar ele (…)”.
Se mostrando claro a tentativa de denegrir a imagem do Atual Presidente da Câmara, Presidente este que nunca teve nenhum caso que desaprovasse sua conduta ética e moral.

4- Entendemos que é prerrogativa do MP ofertar denúncia quando entender pertinente, no entanto, no mínimo é prematuro por parte do denunciante julgar e condenar pessoas, mormente tais atribuições serem de competência da Justiça, se, e, após aceitar a denúncia, e cumprido o devido processo legal com o amplo direito de defesa assegurado pela Constituição Federal.

5- Nos colocamos a disposição para qualquer esclarecimento. Tendo em vista que a defesa não tomou conhecimento ainda da denúncia ocorrida quinta-feira (28/3), aguardaremos a intimação para demais manifestações.

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