Prefeitura estuda mudança tarifária para transporte coletivo em Goiânia, mas sem reajuste

Paço quer rever a forma como se dá a divisão dos recursos entre os municípios componentes da Região Metropolitana

As tratativas para mudanças no regime tarifário do transporte coletivo de Goiânia estiveram na pauta de reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 11, no Paço Municipal. Uma das propostas é tratar as viagens entre as cidades da Região Metropolitana como intermunicipais.

A intenção da prefeitura é que o Estado intervenha na divisão destinada aos 16 municípios participantes da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Segundo o presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Murilo Ulhoa, é preciso estabelecer a participação de cada município dentro da rede.

“Queremos chegar em um plano que seja muito bom para o usuário de Goiânia, mas sem esquecer os usuários das outras cidades”, diz Murilo Ulhoa.

Durante a reunião, o prefeito em exercício Rogério Cruz (Republicanos), secretários, representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (SET), além da CMTC, discutiram quais as melhores formas de revisão da tarifa a ser aplicada em Goiânia.

Um dos pontos é a aplicação do plano emergencial, proposto pelo Governo do Estado, que o fez em resposta a uma determinação judicial por requerimento do MP-GO. A prefeitura de Goiânia recorreu na Justiça contra determinações judiciais e não faz os aportes. Neste sentido, a prefeitura estuda como pode aplicar os recursos, na tentativa de reverter a crise no transporte da Capital.

No final da gestão, o ex-prefeito Iris Rezende (MDB) chegou a fazer duras críticas ao modelo metropolitano de transporte usado na Capital. Ele atribuiu os problemas do transporte coletivo na Capital à integração, feita, segundo ele, para que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) pudesse intervir na Região Metropolitana.

Tarifa

De acordo com Murilo Ulhoa, não haverá reajuste da tarifa de transporte coletivo em Goiânia nos próximos 12 meses. “Reajuste de tarifa está fora da pauta”, arrematou o presidente da CMTC.

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