Prefeitura de Goiânia divulga novo decreto seguindo modelo estadual

Segundo o prefeito, medida foi tomada após a capital demostrar uma tendência de estabilidade de casos de Covid-19. Abertura prevalecerá por 14 dias contados a partir da próxima quarta-feira, 31

Apesar de reabertura do comércio, intenção de compra continua baixa | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Começa a valer na próxima quarta-feira, 31, um novo decreto assinado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos). O documento apresenta o modelo de revezamento 14×14, com abertura das atividades econômicas.

O decreto vigente permanecerá válido por mais dois dias, até terça-feira, 30, para que igualar com as restrições em todo estado de Goiás, válidas a partir de quarta. “Não seria conveniente antecipar o nosso decreto neste momento. Geraria muita confusão dos goianienses e dos goianos”, explicou o prefeito.

Rogério Cruz disse ainda que a medida foi tomada após Goiânia mostrar uma tendência de estabilidade dos casos de Covid-19. O secretário municipal de saúde, Durval Pedroso, complementou afirmando que a tendência mostrada no boletim epidemiológico “permite que as pessoas possam trabalhar com segurança”.

Durval ressaltou que a situação ainda é preocupante, mas estável, com menor transmissibilidade. “O mais importante é entender que a infecção é verdadeira. Esperamos do cidadão o compromisso e a responsabilidade de seguir as normas sanitárias.”

Funcionamento

Pelo novo decreto, os horários das atividades serão diferentes. Um dos objetivos é manter o embarque prioritário no transporte coletivo. Haverá reavaliação da situação ao final dos 14 dias de abertura. Confira os detalhes do revezamento do comércio na capital, válidos a partir da próxima quarta-feira (31):

I – horário de funcionamento:
a) das 9h (nove horas) às 17h (dezessete horas) para estabelecimentos de comércio, exceto aqueles especificados neste parágrafo;
b) das 12h (doze horas) às 20h (vinte horas) para estabelecimentos de serviços, exceto aqueles especificados neste parágrafo;
c) das 11h (onze horas) às 23h (vinte e três horas) para bares e restaurantes;
d) das 10h (dez horas) às 22h (vinte e duas horas) para shopping center, galeria, centro comercial e congêneres;
e) das 12h (doze horas) às 21h (vinte e uma horas) para salões de beleza e barbearias;

II – cultos, missas, celebrações e reuniões coletivas das organizações religiosas:
a) lotação máxima de 30% (trinta por cento) de sua capacidade de pessoas sentadas;
b) intervalo mínimo de 3 (três) horas entre as missas, cultos e reuniões similares para realizar a limpeza e desinfecção das superfícies dos ambientes;

III – bares e restaurantes: lotação máxima de 50% (cinquenta por cento) da capacidade de pessoas sentadas, autorizada a apresentação, exclusivamente, de música ao vivo do tipo “voz e violão” limitada a 2 (dois) integrantes;

IV – academias, quadras poliesportivas e ginásios:
a) lotação máxima de 30% (trinta por cento) da capacidade de acomodação;
b) horário de funcionamento das 6h (seis horas) às 22h (vinte e duas horas);

V – estabelecimentos privados de ensino regular nas etapas infantil, fundamental e médio:
a) limitado à capacidade que assegure distância de 1,5m (um vírgula cinco metros) entre os alunos, professores e demais funcionários nas atividades educacionais presenciais;
b) adotado o critério de 2,25 m2 (dois vírgula vinte e cinco metros quadrados) por aluno para efeito de cálculo da capacidade de cada ambiente de sala de aula;

VI – cursos livres: limitado à lotação máxima de 30% (trinta por cento) de sua capacidade de acomodação, nas atividades presenciais;

VII – estabelecimentos destinados à prática de esportes coletivos com a participação de no máximo 4 (quatro) integrantes;

VIII – serviços de saúde públicos e privados: atendimento ambulatorial em 50% (cinquenta por cento) da capacidade máxima, mediante agendamento prévio;

IX – atividades de construção civil: funcionamento exclusivamente de segunda a sexta, desde que seja fornecido transporte próprio aos empregados;

X – feiras livres e especiais, vedado o funcionamento de restaurantes e praças de alimentação, o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras aos frequentadores:

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