Feirantes, no entanto, protestam pela falta de inclusão das sextas-feiras, considerado por eles o melhor dia

Waldivino da Silva, presidente da Associação dos feirantes da Feira Hippie

Em reunião do Gabinete de Gestão de Crise Covid-19 nesta segunda-feira, 3, a prefeitura de Goiânia decidiu que a Feira Hippie deve funcionar aos sábados e domingos. Feirantes, no entanto, protestam e alegam que exclusão das sextas-feiras pode inviabilizar a atividade.

O argumento da prefeitura é que sábado e domingo são os dias em que a feira está autorizada a funcionar. A sexta foi uma autorização provisória para funcionamento até o início das obras da Praça do Trabalhador. Há ainda questão de segurança sanitária e de saúde para evitar aglomeração por mais um dia.

De acordo com o presidente do Associação dos Feirantes da Feira Hippie, Waldivino Silva, a medida pode inviabilizar a atividade na região. Ele diz que a sexta-feira é o melhor dia para o comerciante, pois aproveita ainda as caravanas de compradores que vêm a Goiânia para a região da 44.

Waldivino afirma ainda que os feirantes estão bastante insatisfeitos com a decisão. “Voltamos a trabalhar, mas a sexta-feira será dia de protestos. Têm muitos colegas que estão querendo sair da Feira Hippie e buscar local de trabalho em Aparecida de Goiânia. Nunca pensei que isso fosse acontecer”, afirma.

Mesmo com a atividade autorizada desde o dia 21 de agosto, algumas lideranças optaram por não funcionar nas últimas duas semanas.

Autorização

A retomada das 32 feiras especiais na capital faz parte do plano do Paço Municipal de reabertura da economia iniciado no mês de julho. Aptas a retornarem após quatro meses com interrupção por conta das medidas de enfrentamento ao coronavírus, as feiras têm que seguir vários protocolos criados pela administração em conjunto com os representantes da categoria.

Um deles é o revezamento semanal, que deve ser feito entre bancas impares e pares, a iniciar pelas bancas de números ímpares.