Prefeitura de Goiânia lança projeto de combate ao crack

A ação será lançada pela Secretaria de Políticas para a Juventude (Sejuv) neste domingo (27/7)

A preocupação com o combate às drogas está levando a Prefeitura de Goiânia a promover o projeto Juventude pela Vida em Combate ao Crack, que tem o objetivo de ajudar a livrar os jovens da dependência química e mobilizá-los contra o uso da droga. A ação será lançada pela Secretaria de Políticas para a Juventude (Sejuv) neste domingo (27/7).

Na data, das 14h às 20h, haverá apresentações de dança de rua, sob a coordenação de Ricardo Araújo, Mega Break, Hip Hop, B-Boys, Djs e MCs na unidade Castelinho da Sejuv, localizada no Lago das Rosas. Além da dança, haverá atividades culturais, como a Biblioteca Comunitária da Juventude que também está no Castelinho.

Segundo o titular da Sejuv, Luiz Inácio Neto, o projeto não tem data para terminar. Estão previstas ações por no mínimo três meses, que baseiam-se em palestras e apresentações de teatros nas escolas e a distribuição de panfletos em pontos como bares, restaurantes e shoppings, além de blitze em parques.

“Estamos promovendo atividades de conscientização e informação para falar com os jovens c com uma linguagem que eles entendem”, explica o secretário. De acordo com ele, a unidade Castelinho da Sejuv deve receber atrações de 15 em 15 dias, trazendo em cada evento artistas de segmentos diferentes, como o grafitti, a capoeira e o slackline.

De acordo com um levantamento feito em 2012 pela Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, 370 mil brasileiros de todas as idades são usuários regulares de crack e similares – como pasta base, merla e óxi – nas capitais. Esse número corresponde a 0,8% da população das capitais do País e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nessas cidades.

Deste total levantado, é alarmante a proporção de crianças e adolescentes usuários de drogas. De acordo com a aferição, são 14% do total de usuários, o que representa cerca de 50 mil pessoas.

Estima-se que em Goiânia existam atualmente 50 mil usuários de crack ou pasta base. Os dados são do psiquiatra especialista em dependência química e saúde mental, Paulo Soares Gontijo, que acredita que 4% da população goiana consuma a droga na capital. “Quanto mais barato, maior o consumo. Quanto mais consumo, maior a procura por tratamento”, explica.

O município de Goiânia possui quatro Centros de Atenção Psicossocial álcool e outras drogas (CAPSad) cujo objetivo é o atendimento especializado para pessoas com problemas com drogas, sendo o último a ser inaugurado o CAPSad Girassol, em março deste ano. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no total são 100 leitos distribuídos entre os centros, sendo que há a previsão de abertura de 24 leitos nos CAPSad III, em fase de implantação.

No Estado há o Grupo Executivo de Enfrentamento às Drogas em atuação desde 2013, presidido por Ivania Fernandes. O grupo é composto por nove órgãos do governo e foi criado para operacionalizar as políticas públicas sobre drogas em Goiás, nos eixos de prevenção, recuperação e reinserção social. Com o principal foco na prevenção, o grupo possui um projeto chamado de “Jornada goiana de prevenção ao uso de droga”, que vai a municípios do Estado de Goiás fazer ações de prevenção, com seminários de capacitação e oficinas. Com o projeto iniciado em fevereiro, sete cidades (Goiânia, Luziânia, Uruaçu, Catalão, Jataí, Aruanã e Seres) já foram percorridas, sendo que a última deste ano será Itumbiara, em agosto. No segundo semestre, um trabalho de reinserção social será iniciado, com disponibilização de cursos de capacitação para unidades terapêuticas. Até o momento, 10 unidades concordaram com o trabalho.

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