Prefeitura de Goiânia já empenhou 91% dos R$ 58 milhões em recursos do Governo Federal, afirma Fátima Mrué

Durante coletiva na manhã desta segunda-feira, 13, secretária municipal da Saúde fez panomara de ações de enfrentamento à Covid-19 e falou sobre utilização dos recursos no combate à pandemia

Foto: Wictória Jhefany/Câmara de Goiânia

Em coletiva na manhã desta segunda-feira, 13, a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué fez um panorama das ações de enfrentamento à Covid-19 na capital e falou sobre como o município tem utilizado os recursos direcionados ao combate da pandemia. De acordo com a chefe da pasta, os eixos estão centralizados no atendimento ao paciente, ao profissional, ao destino dos recursos financeiros e à transparência.

“Não somos a capital que recebeu mais recursos financeiros para a Covid. Nem em valor total e nem per capita. Somos a 9ª e a 10ª, respectivamente. Mas com esse valor fizemos um bom uso nessas ações que mencionamos aqui e é necessário destacar que grande parte desse atendimento vem também com recurso do tesouro municipal, por determinação do prefeito Iris Rezende”, informou Mrué.

Mrué detalha que a capital recebeu, até o momento, pouco mais de R$ 73 milhões. Destes, R$ 9 milhões foram destinados a seis instituições filantrópicas e R$ 63 milhões foram para uso da SMS. Desse montante, R$ 58 milhões já foram empenhados e os outros quase R$ 6 milhões já tem destinação para a compra de testes e EPIs.

Entre as ações enumeradas pela secretária, está a estruturação de 91 unidades de saúde no município, com modificações físicas e técnicas para aperfeiçoar a qualidade do atendimento e proteger os pacientes e funcionários da saúde. Também são feitos periodicamente treinamento dos profissionais nas unidades.

“Não havia leitos dedicados ao coronavírus em Goiânia e agora têm 356 leitos. Destes, 156 são de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 200 de enfermaria. O maior volume está concentrado na Maternidade Célia Câmara”, conta. Segundo ela, foi optado por suspender a inauguração da maternidade e destinar a unidade para o atendimento de infectados pelo coronavírus, por conta da estrutura.

Ela ainda acrescenta que há previsão para a criação de mais 140 leitos de UTI. “Nossa intenção é garantir assistência para nenhum paciente fique sem atendimento. Nenhum esperou mais de 24 horas para entrar em um leito por coronavírus em Goiânia”, disse. Ela também informou que já foram realizados mais de 40 mil testes de coronavírus no município. “O inquérito populacional testou mais de 11 mil pessoas a cada 15 dias nos sete distritos sanitários. Também fizemos outros 10.700 testes rápidos”, relatou.

Além disso, o acesso à informação também foi um dos investimentos realizados pela administração. Entre elas, a Central Humanizada de Atendimento, que teve mais de 40 mil pessoas atendidas por esse meio; a Telemedicina, com funcionamento 24 horas por dia, com parceria da Universidade Federal de Goiás (UFG). “A pessoa liga e tem informação direta com médicos. Esse meio já atendeu mais de 40 mil pessoas”, complementou a secretária.

“Em relação a taxa de incidência e mortalidade, ainda somos a capital que está abaixo da media brasil em incidência e mortalidade. São seis capitais neste patamar de incidência abaixo da média Brasil. Goiânia é uma delas . No quesito mortalidade são 8 abaixo e Goiânia é uma delas também”, afirmou a titular da Saúde.

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