Prefeitura de Goiânia ignora lei para regulamentar flanelinhas em Goiânia

Pesadelo dos motoristas, categoria atua livremente pelas ruas da capital, apesar de norma do ano de 2015

Flanelinha no Centro de Goiânia | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

É raro morar em Goiânia e não ter uma história desagradável com eles. Os flanelinhas são realidade latente no trânsito da capital e dominam pontos centrais e estratégicos da cidade e, sobretudo no período noturno, é bastante difícil não topar com um deles.

O que pouca gente sabe é que existe uma norma que regulamenta o serviço em Goiânia, já sancionada e que passou a valer desde o ano de 2015. De autoria do vereador Anselmo Pereira (PSDB), o projeto prevê que, para ser legal e poder atuar legalmente, o profissional deve ir à prefeitura, pagar uma taxa e realizar o cadastro.

Fora deste cadastro, todos os flanelinhas que atuam em Goiânia trabalham de forma ilegal e podem ser multados e sofrer outros tipos de sanção. Não há, no entanto, um trabalho de fiscalização da prefeitura neste sentido.

O assunto foi pauta da Câmara de Goiânia na última semana. Durante sessão, o vereador Lucas Kitão (PSL) apresentou requerimento para cobrar da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) A regulamentação do serviço de flanelinhas em Goiânia.

Na ocasião, ele reforçou que já existe legislação vigente sobre o tema, bastando apenas que o Poder Executivo regulamente e fiscalize a atuação dos guardadores de carro.

“A prefeitura tem que tomar uma medida emergencial para regulamentar esse serviço. Como há previsão legal, tem que por essas pessoas para se cadastrarem e realizarem um serviço seguro para o cidadão”, reforçou.

O Jornal Opção entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para saber se há interesse da gestão em regulamentar a lei e dar início à fiscalização, mas não obteve retorno.

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