Prefeitura de Goiânia decreta estado de emergência em saúde

Em decorrência da circulação de zika vírus no País, Paço Municipal amplia ações de controle do Aedes aegypti, também vetor da dengue e chikungunya

Prefeitura da capital reforça combate ao mosquito transmissor | Flickr/Prefeitura de Goiânia

Prefeitura da capital reforça combate ao mosquito transmissor | Flickr/Prefeitura de Goiânia

O prefeito Paulo Garcia (PT) assinou decreto de emergência em saúde na capital para ampliar as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus. Às 14h30, o secretário municipal de Saúde, Fernando Machado, concederá entrevista coletiva sobre o tema na sede da Escola Municipal de Saúde Pública.

A medida emergencial foi tomada em virtude do alto índice de infestação do vetor e notificações de microcefalia em diversas regiões do país. “Não há, ainda, casos de microcefalia associados ao zika vírus em Goiânia. A medida adotada pelo prefeito é preventiva. Não esperaremos o primeiro caso ser confirmado para tomar atitude”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flúvia Amorim.

As ações de controle ao mosquito já foram iniciadas pela administração municipal. Atualmente, há serviços de limpeza das áreas públicas pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e as visitas domiciliares, que já somam 1,5 milhão em 2015, pelos agentes de endemias e agentes comunitários de saúde em todas as regiões da cidade. A partir de segunda-feira, 14, todos os demais órgãos da Prefeitura de Goiânia estarão envolvidos nas atividades. “Toda a prefeitura estará mobilizada para o controle do Aedes aegypti”, garante Flúvia.

A superintendente explica que, mesmo com a intensificação das ações de combate ao mosquito transmissor pela administração do município, é fundamental que toda a população se mobilize. “É necessário união entre poder público, sociedade civil organizada e toda população de Goiânia. Não há vacina e nem tratamento específico. A única forma de controlar a doença é controlando o mosquito”, destaca.

Semanalmente, os cidadãos devem avaliar possíveis acúmulos de água em suas residências e eliminá-los em seus locais de trabalho. Vale lembrar que o mosquito tem preferência pelos criadouros artificiais como plásticos, pneus, garrafas, latas, calhas, vasos sanitários e piscinas. “Em Goiânia, há risco iminente de circulação do zika vírus. Qualquer um de nós pode ser contaminado a qualquer momento”, pontua Flúvia, destacando a seriedade da ação e a necessidade de uma força-tarefa envolvendo todos os goianienses.

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