Prefeitura de Goiânia avalia pedido de demolição do Jóquei Clube

Mesmo com decisão que impediu venda do espaço, alvará solicitado pela direção do clube tem avançado no Paço

Divulgação/Portal da Prefeitura de Goiânia

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) da Prefeitura de Goiânia avalia processo referente à demolição da sede do Jóquei Clube de Goiás, localizada na Avenida Anhanguera, no Centro da capital.

Mesmo com decisão liminar que impediu a venda do espaço, um alvará de demolição do dia 26 de dezembro solicitado pela própria direção do clube tem avançado no Paço.

O pedido foi encaminhado à Superintência da Ordem Pública da pasta nesta quinta-feira (1º/2) e aguarda despacho para outro departamento. A reportagem entrou em contato com a Seplanh para saber quais são os trâmites do processo e ainda aguarda resposta.

Ordem judicial de dezembro do ano passado, anterior à requisição de demolição, impediu a aquisição do imóvel que abriga a sede do Jóquei Clube de Goiás por qualquer pessoa física ou jurídica enquanto existir débitos com a prefeitura.

Apesar do parecer contrário e do levante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) em prol do tombamento do clube, a direção entrou com o pedido para demolir o espaço. Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente da Associação Amigos do Jóquei, o ex-deputado estadual e advogado Manoel de Oliveira Mota, afirmou que a demolição foi solicitada para “agilizar” as negociações com eventuais compradores.

O dirigente avalia ser descabida a determinação que impediu a venda do clube e afirma que vai recorrer, apesar de ainda não o ter feito. “O município já realizou a penhora de bens em um valor dez vezes maior que o valor da dívida. Por isso, o débito está garantido”, defende.

Manoel também não acredita que o tombamento seja uma saída viável e revela que ainda tem mantido contato com possíveis compradores. Por isso, a direção não deve voltar atrás no pedido de demolição.

“Estamos procurando vender ou realizar parcerias, mas ninguém se anima quando vê o montante de dívidas. […] Tínhamos uma negociação em andamento que foi frustrada com o pedido liminar, mas este será devidamente atacado”, finaliza.

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