Prefeitura de Aparecida confirma transmissão comunitária da variante ômicron

A confirmação foi feita pelo Programa Municipal de Vigilância Genômica, que identificou 22 casos da linhagem, sendo que 17 deles têm relação entre si. Nos outros 5 não foi possível estabelecer a origem da contaminação 

A Secretaria de Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia (SMS) identificou 18 novos casos de Covid-19 provocados pela variante ômicron no último final de semana e constatou a transmissão comunitária da linhagem no município. A constatação foi feita após a totalização de 22 registros em moradores da cidade, 17 possuem relação entre si em, em cinco casos, não foi possível estabelecer a origem da contaminação.  

A detecção foi feita por meio do Programa Municipal de Sequenciamento Genômico do município, que tem feito a análise de amostras positivas da infecção para mapear a informação genética e identificar as variantes do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) em circulação.  

De acordo como secretário de Saúde do município, Alessandro Magalhães, a transmissão comunitária foi confirmada porque existe casos de transmissão do vírus na população entre pessoas que não estiveram nos países com registro da doença, nem tiveram contato com quem esteve. Em Aparecida há um caso assim e outros quatro casos estão sob investigação.   

A superintendente de Vigilância em Saúde, Daniela Ribeiro, informa que, dentre os 22 pacientes, que são pessoas de 17 a 82 anos de idade, 11 já tiveram alta e 11 estão em isolamento domiciliar sendo acompanhados pela Central de Telemedicina.  

Ela explica que os dois primeiros casos identificados em Aparecida foram de duas pessoas que tiveram contato com um casal de missionários vindos de Luanda (Capital de Angola, País do Continente Africano) e que foram a um encontro religioso em Goiânia, 17 têm vínculo, 1 não tem e 4 estão sob investigação. Apenas um paciente dentre os 22 precisou ser internado. Trata-se de um homem de 50 anos, diabético, que ficou 5 dias internado em uma enfermaria, mas já teve alta médica.   

Transmissão comunitária 

De acordo com a investigação feita pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de Aparecida, “observando o cenário da última semana e sabendo da alta capacidade de transmissão da ômicron, constatamos que já temos a transmissão comunitária no município,” destaca a chefe do Centro, Giselle Caetano Souza.  

O CIEVS de Aparecida, que funciona 24h por dia e atua também como elo de ligação com o Estado e o Ministério da Saúde (MS) no monitoramento dos casos de covid-19 e nos sistemas de informações, bem como na elaboração de alertas epidemiológicos, dentre outras atribuições, já investigou, desde 12 de dezembro até este domingo, 26, 36 casos de covid-19 que foram sequenciados. Deste total veio a confirmação das 22 pessoas com a variante.   

Amplo sequenciamento 

Como medida de segurança, após ter detectado pela primeira vez, no último dia 12, a variante ômicron, a SMS ampliou o Programa de Sequenciamento Genômico, a maior estratégia do gênero já realizada em uma cidade brasileira segundo a plataforma internacional GISAID, entidade com banco de dados sobre genomas de vírus. Assim, todas as amostras com Covid-19 coletadas a partir de 8 de dezembro – quando uma das moradoras testou positivo para a infecção – e que se enquadram nos critérios científicos são sequenciadas.  

“Estamos focados em controlar a doença com ações de testagem em massa e vigilância genômica. Até o momento já realizamos mais de 409 mil testes RT-PCR padrão ouro. A testagem em massa possibilita o diagnóstico precoce, o rápido isolamento dos doentes e o monitoramento dos pacientes pela Telemedicina e pela Vigilância. Ao mesmo tempo, temos o maior Programa Municipal de Vigilância Genômica, que já realizou mais de 2.300 sequenciamentos”, destaca o secretário Alessandro.   

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