As intervenções realizadas pela Prefeitura de Goiânia, na atual gestão, na área da infraestrutura urbana, estão sendo fundamentais para mitigar a ocorrência de alagamentos pela cidade, e a eficácia das obras foi comprovada durante as chuvas torrenciais registradas no último domingo, 7. A afirmação é do secretário-executivo da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Alexandre Garcês Araújo.

Engenheiro civil e professor licenciado da Universidade Estadual de Goiás (UEG), com mestrado e doutorado em tema relacionado à área de drenagem urbana, Garcês destaca o compromisso da gestão do prefeito Rogério em investir em obras de drenagem, que realizou intervenções em praticamente todos os 99 pontos identificados, em 2021, pela Defesa Civil, com aplicação de R$ 200 milhões.

“O que aconteceu em Goiânia, no domingo, foi uma chuva que qualquer obra de engenharia de infraestrutura não suportaria de fato, independente da qualidade da obra”, ressalta o secretário-executivo, com base em cálculo feito pela Seinfra e por técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável pela elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), em parceria com a Prefeitura de Goiânia.

De acordo com Alexandre Garcês, o levantamento constatou que, pela probabilidade da engenharia, de o evento ocorrer na cidade, com a mesma frequência do domingo, é só daqui a 50 anos. “A partir dos dados de institutos de meteorologia, percebeu-se um volume de chuva acima do esperado para o mês de janeiro. Foram cerca de 100 mm de precipitação, em duas horas, sendo 70 mm na primeira hora e 30 na segunda”, afirma. “A engenharia consegue, a partir desse volume de chuva, estimar qual é o período de recorrência dessa chuva. Ou seja, qual a probabilidade desse evento acontecer novamente, que seria daqui a 50 anos”, acrescenta.

Alexandre Garcês Araújo | Foto: Divulgação

Ao apresentar esse cenário de chuva extrema, em poucas horas, com o registro de alagamentos e transbordamentos de córregos, não significa, de acordo com o secretário-executivo, que a Prefeitura queira se eximir dos transtornos causados à população. “Não estamos negligenciados que a Prefeitura não deve ter obras de drenagem. Sim, a gente precisa de mais obras de drenagem, mas temos que considerar que houve pouco investimento de drenagem em Goiânia, por vários anos, em gestões anteriores”, sustenta.

Planejamento

“A atual gestão resolveu, acertadamente, investir muito em drenagem, não só em obras, mas também em planejamento, ferramenta que é importantíssima para a gente acertar na aplicação correta dos gastos públicos”, pontua. “Além de a atual gestão investir mais de R$200 milhões nas obras de infraestrutura, também prioriza o planejamento, que é essencial para acabar de uma vez por todas com os problemas de drenagem na cidade. O planejamento se dá pela elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana, que Goiânia, em seus 90 anos de fundação, nunca teve. Esse plano vai nortear as ações e investimentos de maneira que a aplicação dos recursos financeiros vai ser bem mais assertiva, vai ser para resolver, de fato, o problema da drenagem urbana na nossa Capital”, arremata.

Para o secretário-executivo, a falta de ação de gestões anteriores na área da drenagem urbana é resultado “da falta de coragem e vontade política de instituir um plano de manejo de águas pluviais”. “Infelizmente, tem gestões que não gostam muito de planejamento, e isso é um erro de administrações passadas. E a grande diferença do prefeito Rogério é que ele dá atenção devida a essa parte do planejamento de ações, seja em qualquer área da administração municipal, que é, de fato, o que soluciona os problemas enfrentados pela cidade”, afirma.

A elaboração do PDDU, pela UFG, terá custo de R$ 6,2 milhões, o que, para ele, é um volume de recurso pequeno para uma cidade do porte de Goiânia, e ainda considerando os benefícios que o projeto trará à cidade e à população de um modo geral. “Faltou mesmo foi vontade, coragem, porque o Plano Diretor vai trazer, de fato, um diagnóstico muito claro, que não tem mais como maquiar. Quem está fazendo o plano é a UFG, instituição idônea, com equipe formada por cerca de 60 pessoas, doutores na área que atuam. Será um dos melhores planos diretores do Brasil”, aposta.

População como protagonista

Com a Prefeitura de Goiânia executando obras de drenagem, como intervenções para minimizar os impactos de eventos hidrológicos extremos, a exemplo de medidas estruturais – intervenções na rede física – e estruturantes – a exemplo do Plano Diretor, e a Lei de Uso do Solo, Alexandre Garcês considera essencial a participação da população nesse processo.

“A drenagem urbana, assim como a coleta seletiva – gosto muito de fazer esse paralelo, por achar muito parecido – só tem sucesso se a população for protagonista dessa história”, sustenta, acrescentando que não adianta, por exemplo, a Prefeitura colocar 200 caminhões em serviços de coleta seletiva se a população não separar o lixo de casa. “Com a drenagem é a mesma coisa. Não adianta a gente encher de bocas de lobo se munícipe não colocar seu resíduo doméstico em lixeira suspensa ou deixá-lo na calçada, porque será levado pela primeira chuva que vier”.

Só na limpeza de bocas de lobo, a Prefeitura gasta em torno de R$ 12 milhões por ano, sendo que 70% do material retirado é composto por lixo doméstico. Por isso, há, por fim, de se considerar que as enchentes são um fenômeno natural, provocadas por fortes pancadas de chuva em um tempo muito curto, mas que são potencializadas pela ação antrópica no espaço geográfico, causada pela ação humana. Daí a importância de um manejo correto das águas pluviais para reduzir os impactos negativos na cidade, com integração do poder público e a comunidade.

Trabalho no período chuvoso

Mesmo no período chuvoso, a Prefeitura de Goiânia segue trabalhando na ampliação das redes de drenagem para enfrentar problemas históricos de alagamentos. Atualmente, a gestão do prefeito Rogério realiza intervenções em 130 pontos da cidade para melhorar o escoamento das águas pluviais. As obras, que não foram executadas em administrações anteriores, eram aguardadas há décadas por moradores de setores como Bairro Feliz, Jardim Goiás, Recreio Panorama e Bairro Goiá.

O trabalho, segundo o titular da Seinfra, Denes Pereira, visa criar uma infraestrutura duradoura e sustentável em pontos da cidade que registram alagamentos há anos. “Esse amplo programa de obras, que pode ser visto por todos, resolve problemas que não foram solucionados no passado. A Prefeitura não está parada, mas trabalhando 24 horas por dia em obras de drenagem”, afirma.

Na Avenida H, no Jardim Goiás, ponto que é conhecido por registrar ano após ano uma série de alagamentos, as obras de drenagem estão avançando mesmo no período chuvoso. Até agora, 50% do projeto já foi concluído. “A nossa expectativa é terminar esse projeto em fevereiro deste ano. É importante destacar que uma obra só é funcional quando é concluída, por isso estamos trabalhando em ritmo acelerado para concluir as obras e resolver de uma vez por todas o problema de alagamento na região. Na sequência, o município irá ampliar a rede de drenagem do Parque Flamboyant”, acrescenta Alexandre Garcês.

Obras parecidas foram concluídas e entregues para quem vive na região do Residencial Maringá e das avenidas Leste-Oeste e Skoda, no Jardim Novo Mundo. Na semana anterior, o prefeito Rogério entregou a obra de ampliação da rede de drenagem urbana e pavimentação da Avenida Padre Monte, no Bairro Goiá, no trecho da ponte sobre o Córrego Taquaral.

Morador do Bairro Goiá, José Oliveira, que também tem um estabelecimento comercial na região, reconhece a importância das intervenções realizadas pela gestão municipal. “Estamos satisfeitos com o serviço que foi feito aqui, porque era muito sofrimento para quem mora nessa parte do Bairro Goiás. Foram 20 anos de espera e agora estamos todos aliviados em saber que não haverá mais transtornos em nossa região”, disse durante a inauguração da obra.