Prefeitos do Entorno decidem aderir decreto estadual e suspender funcionamento do comércio não essencial

“Não nos resta outra medida a não ser tomar uma solução mais restritiva para garantir que pelo menos cada paciente tenha ao menos a chance de lutar pela vida”, justificou o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto

Prefeitos da Região do Entorno / Foto: Reprodução

Prefeitos das principais cidades da região do Entorno do Distrito Federal decidiram, na noite do último domingo, 21, aplicar o decreto estadual em seus municípios. A partir da decisão conjunta, passam a valer medidas mais restritivas para o funcionamento do comércio em cada uma das cidades.

Os prefeitos defendem que seus municípios não possuem mais capacidade hospitalar para receber novos pacientes acometidos pela convide 19. Portanto, segundo eles, não resta outra alternativa a não ser endurecer as medidas de distanciamento social, assim como previsto pelo decreto assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).

“A situação está muito difícil. O colapso é regional e por isso decidimos tomar essa decisão de maneira também regionalmente. Não tem como mais segurar, então vamos aceitar as recomendações não só do governador mas também do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas dos Municípios. É hora de todos darem as mãos e começarem a valorizar a vida”, disse o prefeito de Cidade Ocidental, Fábio Correia.

Depois, foi a vez de Diego Sorgatto, prefeito de Luziânia, enfatizar que nenhuma das cidades possui leitos disponíveis para atender a população. “Não nos resta outra medida a não ser tomar uma solução mais restritiva para garantir que pelo menos cada paciente tenha ao menos a chance de lutar pela vida”, disse.

“Queremos anunciar que toda a região do entorno terá medidas mais restritivas. Vamos publicar o decreto e pedimos para que a população compreenda esse período de calamidade”, disparou, por sua vez, o prefeito Pábio Mossoró, de Valparaíso.

Por fim, o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, enfatizou que as cidades seguem enfrentando um momento muito difícil diante da falta de oxigênio e leitos hospitalares. “Novo Gama não suporta atender novos pacientes. Todas as nossas unidades seguem atendendo no limite. Por isso, queria pedir a compreensão de todos”, pontuou.

Os prefeitos de Águas Lindas, Licas da Santa Mônica, Santo Antônio, e Santo Antônio de Goiás, Aleandro Caldato, também aderiram ao decreto em seus municípios.

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