Prefeito diz ter sido vítima em caso de confecção de propaganda pró-Caiado

Gestão cedeu área pública para uma suposta empresa calçadista, que acabou usando espaço para instalar uma gráfica clandestina

Prefeito Wygnerley Morais | Foto: Facebook

O prefeito de Jesúpolis, Wygnerley Morais, afirmou ter sido vítima de conluio para a instalação de uma gráfica clandestina na cidade usada para imprimir material de campanha do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad e do pré-candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado, do Democratas.

Conforme mostrou com exclusividade o Jornal Opção, a área pública havia sido cedida pela administração a uma suposta empresa calçadista, com a promessa de gerar empregos e produção de renda. Ao invés disso, vinha sido impresso material eleitoral extemporâneo que era distribuído na região.

Segundo o prefeito, os responsáveis pela empresa são o jornalista Semi Gidrão e o próprio Fayad. Juntamente a eles, a prefeitura assinou um protocolo de intenções para a cessão do imóvel, que ainda passou pelo aval da Câmara de Vereadores por meio da aprovação de um projeto de lei de julho do ano passado.

Wygnerley conta que a fábrica de calçados chegou a funcionar no local nos primeiros meses e não se sabe ao certo quando passou a comportar a gráfica clandestina.

“O município jamais teria intenção. E, se realmente fosse uma gráfica, teria que ter autorização da mesma forma. Fomos vítimas, ninguém da administração tinha conhecimento”, informou, acrescentando não saber de onde partiu a denúncia.

O prefeito diz, ainda, que já notificou Semi Gidrão para retirar todos os equipamentos em um prazo de 48 horas. Wygnerley também registrou ocorrência na polícia e protocolou pedido na Câmara com o pedido de revogação de cessão do local.

O Jornal Opção não conseguiu o contato do jornalista Semi Gidrão e do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad.

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