Prefeito de Anápolis diz que vai judicializar greve de médicos

Roberto Naves aponta que as motivações reais da greve não foram as apontadas pelos profissionais da Saúde

Prefeito de Anápolis diz que vai judicializar greve de médicos | Foto: Reprodução

Após médicos concursados pela Prefeitura de Anápolis declararem greve na manhã desta sexta-feira, 15, o prefeito da cidade, Roberto Naves (PP) afirma que deve realizar a judicialização até o final do dia. Sua expectativa é que a greve cesse ainda hoje. “Nosso procurador, Carlos Alberto Fonseca, está fazendo todo o estudo jurídico e possivelmente ainda no dia de hoje será judicializado”, explica.

A justificativa da judicialização é que, para a Prefeitura da cidade, a greve ocorreu após duas atitudes tomadas pela gestão: a instalação de pontos eletrônicos para registro de presença dos profissionais e criação de agendamento de consultas via WhatsApp.

“Estamos cobrando o ponto, para que as pessoas cumpram o horário de trabalho. se prestou concurso pra trabalhar oito horas, tem que trabalhar oito. Se prestou concurso pra trabalhar quatro horas, tem que trabalhar quatro. Até porque eles estão recebendo o dinheiro do povo, então tem que prestar serviço para o povo. Além disso, outra coisa que mexemos e que gerou insatisfação foi a questão das agendas. Nós levamos tudo na palma da mão, já que é possível marcar uma consulta no posto de saúde via WhatsApp, sem precisar sair de casa, dando mais comodidade a população”, diz Naves.

Esses, no entanto, não foram pontos abordados pelos médicos e sindicalistas na nota de esclarecimento publicada pelo Sindicato dos Médicos de Anápolis (Simea), no último dia 29. Questionado pelo Jornal Opção sobre questões estruturais mencionadas pelos profissionais, como falta de fornecimento de EPI, manutenção de equipamentos, entre outras, Naves afirmou que se mantém a disposição para solucionar todas as questões abordadas pelos médicos.

Ele, inclusive, citou uma reunião realizada com os membros do sindicatos, nesta quarta-feira, 13, com a intenção de negociar com os profissionais. “Existem pontos que o sindicato está pedindo para que nós possamos avançar, que são pontos que precisam realmente de uma atenção, sim. Inclusive, fizemos uma reunião com o sindicato e topamos deliberar semanalmente alguns pontos. Estamos conversando com os profissionais e os médicos e estamos dispostos a atender aquilo que for possível.”, afirmou.

Procurados pelo Jornal Opção, o Simea ressaltou que, apesar das declarações do chefe do Executivo municipal, “não há qualquer reinvindicação acerca do ponto de registro de ponto dos médico em seu local do trabalho”. “É bom ressaltar que, em circular encaminhadas aos médicos em 2019, o Sindicato dos Médicos de Anápolis reiterou a obrigatoriedade de registro da jornada de trabalho”, justificou.

O Simea ainda contradisse o que foi afirmado pelo prefeito e afirmou que não houve qualquer “apresentação de proposta, mas unicamente o compromisso de abertura de canal de negociações a partir da próxima semana”. Confira a nota de esclarecimento na íntegra aqui

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