Preço do material escolar pode variar até 216% em Goiânia

Pesquisa do Procon Goiânia mostra que produtos sofreram aumento de 150% na comparação com o ano passado. Nove estabelecimentos da capital e 37 itens foram analisados pelo órgão no levantamento

Uma pesquisa do Procon Goiânia, realizada entre os dias três a cinco deste mês, mostrou o preço de 37 produtos referentes a lista de material escolar. Com a aproximação à volta das aulas, o objetivo do levantamento é alertar os consumidores quanto à variação dos preços dos materiais. No total, nove estabelecimentos de Goiânia foram escolhidos e os produtos analisados foram aqueles pedidos com mais frequência pelos estabelecimentos de ensino da capital.

A pesquisa fez uma comparação com os preços praticados nas papelarias do ano passado, em que houve um aumento médio de 150%. A maior diferença de preço foi encontrada na caixa de lápis preto de escrever n⁰2, de uma mesma marca, que pode variar até 216,46%. Outro produto que também apresentou grande variação (210,53%) foi o corretivo líquido. Já a caixa de giz de cera com 12 cores, apresentou variação de 164%. A caneta esferográfica registrou variação de 150% e a cola líquida, de 138,10%. A régua de 30 cm, da mesma marca, custava R$1, em 2021, e passou para R$2,50 em janeiro deste ano.

De acordo com a pesquisa, se o consumidor realizar a compra optando pelo menor preço desses cinco itens, sua despesa será de R$ 7,24. Já se ele efetuar suas compras e se deparar sempre com o maior preço, sua despesa será de R$ 20,00 vinte reais. Sendo assim, utilizando essa pesquisa como base para as compras, o consumidor poderá economizar R$ 12,76 apenas nesses cinco itens, gerando uma economia significativa ao final de toda lista.

Já as menores variações estão na lapiseira 7 M.M, na resma de papel sulfite A4, estojos, apontador com depósito e lapiseira 5 M.M. As cinco menores variações estão entre 4,44% e 33,81%. Utilizando a pesquisa como referência, o consumidor, que tenha interesse nestes itens, terá uma despesa de R$ 88,21. Já se ele efetuar suas compras e se deparar sempre com o maior preço, sua despesa será de R$ 110,00, mostrou o levantamento. Sendo assim, o consumidor poderá economizar R$ 21,79 apenas nesses materiais.

“Pesquisar é o melhor caminho para que o consumidor faça economia e tenha satisfação na compra dos produtos. Marcas conhecidas nem sempre são sinônimos de melhor qualidade. Busque o produto que lhe atenda conforme a sua necessidade e que esteja dentro do seu orçamento”, finaliza a pesquisa.

Orientações do Procon

Ao longo da pesquisa, o órgão municipal também cita algumas questões a serem evitadas e práticas que são consideradas proibidas durante a compra dos materiais escolares. Recomenda-se que o consumidor procure reaproveitar materiais que tem em casa ou que faça uma pesquisa de preços antes da compra. O consumidor também deve estar atento ao fato de que a escola não pode incluir na lista a compra de produtos de uso coletivo, como de higiene ou de limpeza, por exemplo.

A escola também não pode exigir marcas ou locais de compra específicos para o material, tampouco que os produtos sejam adquiridos no próprio estabelecimento de ensino, exceto para artigos que não são vendidos no comércio, como apostilas pedagógicas próprias do método de ensino da escola. Fora isso, a exigência de compra no estabelecimento de ensino configura venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A escola também não pode impedir que o aluno reutilize materiais didáticos de outros estudantes. Essa recomendação só pode ser feita se o livro usado por um irmão mais velho, por exemplo, estiver desatualizado.

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