“Precisam de tempo para se adaptar”, diz presidente de sindicato de ensino privado

Flávio Roberto de Castro, presidente do Sepe e CEE, informou que ainda não há decreto estadual autorizando retorno de aulas e que os protocolos são complexos. Algumas instituições levarão mais tempo para se adaptar

Foto: Fernando Leite

Na última quarta-feira, 28, o Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para o enfrentamento da Covid-19 decidiu que já existem condições de retomada da educação infantil e ensinos fundamental, médio e superior.

De acordo com o grupo que estuda o comportamento da pandemia no Estado, dois indicadores já apontam para a liberação das aulas presenciais. São eles: queda sustentada em 15% no registro de óbitos e taxa de ocupação menor ou igual a 75% dos leitos de UTI.

De acordo com presidente do Conselho Estadual de Educação e presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe), Flávio Roberto de Castro, mesmo com a validação do COE, não há data prevista para as escolas voltarem a funcionar.

Isso ocorre porque ainda não existe uma nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) e nem decreto do governo estadual liberando o retorno ainda. “Estamos especulando”, afirmou ele. No entanto, não houve ainda nenhum posicionamento oficial por parte da administração pública determinando datas.

“Já divulgamos o protocolo de retorno. Ele é complexo e bastante extenso. São 68 páginas e, no ultimo anexo, o diretor assina dizendo que tem conhecimento e se compromete em cumprir as exigências”, disse Flávio. “Não acredito que será tão rápido. As escolas vão precisar se adaptar”, opinou.

“Muitas escolas tinham ciência do protocolo, mas não tinham certeza da abertura. Deverão ser feitas adaptações de estrutura, espaçamento, indicação, separação, capacitação de funcionários e professores, estudo de funcionários com comorbidades… As escola têm que fazer, também, um escalonamento”, explica.

De acordo com ele, não será permitida a retomada total da aula, mas o ensino deverá seguir um modelo híbrido. “Haverá limitação do número de alunos, então escola terá de se preparar para o trabalho presencial e não presencial. Ainda não estamos acostumados a isso”, avaliou.

Segundo Flávio, algumas escolas já se informaram que estão prontas para a retomada, enquanto outras ainda precisarão de adaptar. Ainda está muito recente, algumas estão se posicionando”, contou.

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