Pré-candidatos à presidência da OAB-GO assumem possibilidade de composição, mas sem abrir mão da ‘cabeça de chapa’

No período de pré-campanha, cinco advogados já colocaram o nome à disposição para concorrer o pleito: Júlio Meireles, Pedro Paulo Medeiros, Rafael Lara, Rodolfo Otávio e Valentina Jungmann.

Prevista para ocorrer no dia 26 de novembro deste ano, a eleição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem movimentado as seccionais. Em Goiás, o cenário da disputa já começa a se criar com a articulação dos grupos para a formação das possíveis chapas e com as discussões das temáticas e propostas para os advogados da Ordem.

A previsão é que até o dia 05 de outubro seja publicado o provimento com todas as datas e instruções para o processo eleitoral. Por tradição, o registro de chapas acontece na segunda quinzena de outubro. A partir do registro a campanha efetivamente se inicia.

Ainda nesse período de pré-campanha, cinco advogados já colocaram o nome à disposição para concorrer o pleito: Júlio Meireles, Pedro Paulo Medeiros, Rafael Lara, Rodolfo Otávio e Valentina Jungmann.

A tendência é que a disputa pela presidência da Ordem em Goiás se afunile, diminuindo o número de candidatos, com a integração de grupos e composição de chapas.

Júlio Meireles revela dificuldades de composição com outra chapa para a disputa, mas afirma o desejo do protagonismo. “Na política sempre temos que ter as portas abertas para quer que seja. É difícil compor. Mas sempre há possibilidades e precisa ser discutido com todos do grupo. Como eu tenho um tempo de militância consolidada é muito difícil nós trabalhamos alguma composição em que eu não esteja na cabeça de chapa. Isso é um acordo com o nosso grupo”.

Considerado de oposição, consolidado em 2018, Pedro Paulo Medeiros pontua que também está aberto à “todos os colegas advogados do estado são muito bem-vindos à Nova Ordem. Digo publicamente que estou disponível para conversar com todos os pré-candidatos. Mas a possibilidade de abrir mão da ‘cabeça de chapa’ não existe. A Nova Ordem se mantém firme”.

Apoiado pelo atual presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de Paiva, o advogado Rafael Lara frisou que busca sempre o diálogo e o “melhor para a advocacia goiana”. Mas para consolidar a composição de uma chapa com outro grupo diz que só irá tratar sobre o assunto caso ocorra uma desistência concreta de algum pré-candidato.

“Nosso movimento é sólido, vitorioso e cresce a cada dia, reunindo mais e mais apoiadores. Estamos abertos ao apoio de todos e todas que queiram se engajar na luta pelo melhor para a advocacia goiana, preservando o que temos de bom e avançando nas conquistas. Essa é a nossa conjuntura”, disse Lara.

O presidente da Assistência dos Advogados de Goiás (Casag), Rodolfo Otávio, diz que o projeto encabeçado até o momento para disputar à presidência da OAB-GO representa o ideal de advocacia unida. Não temos rótulos e nem bandeiras. Para nós interessa a idoneidade, o comprometimento e a dedicação de servir a advocacia. Estaremos sempre abertos a receber a todo e qualquer representante de um movimento que queira mudanças propositivas para o processo de gestão.

Segundo Rodolfo Otávio, da mesma forma, não há possibilidade de abrir mão da ‘cabeça de chapa’. “Essa não é uma decisão minha, mas um chamado da advocacia para que empreste à OAB a experiência que nós tivemos; trazendo os avanços e tornando a Ordem referência para o Brasil”.

Neste possível cenário de composição, Valentina Jungmann, conselheira federal da OAB, afirma que “está de braços abertos”, caso haja a desistência de algum pré-candidato. “Desde que o nosso grupo não aceita abrir mão da ‘cabeça de chapa’.

De acordo com a advogada, em 80 anos de fundação da OAB-Goiás nunca houve um candidata na disputa à presidência mulher. “Esse grupo que me apoia e que integra minha futura chapa estamos firmes nessa inovação que, inclusive, esperamos que sirva como farol para outras mulheres. Chegou a nossa vez de assumir. Esse é o momento da mulher assumir o papel de destaque na nossa instituição”.

Nova resolução

Aprovada em dezembro, em vigor desde a abril, a nova resolução prevê a diminuição da sub-representação de mulheres e negros no alto escalão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A regra estabelece paridade de gênero e política de cotas raciais na composição das chapas que disputarão as eleições do Conselho Federal e as seccionais da entidade. Só estarão aptas a participar das eleições chapas com 50% de mulheres e 30% de negros.

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