Pré-candidato ao governo de Goiás, Edigar Diniz aposta em “cesta de oportunidades” para gerar novos empregos

Entre as pautas defendidas pelo pré-candidato pelo partido Novo, estão a revolução digital e capacitação de jovens para agro e indústria

Edigar Diniz é formado em Ciências da Computação, mestre em Engenharia de Software e pós-graduado em Docência Universitária. Com experiência de 12 anos de sala de aula e a fundação de uma empresa especializada em Tecnologia da Informação (TI) no currículo, agora ele tem uma nova missão: postula a pré-candidatura ao governo de Goiás, pelo partido Novo. Atualmente, Diniz disputa o governo com os pré-candidatos Ronaldo Caiado (UB), que busca reeleição, Vitor Hugo (PL), Wolmir Amado (PT) e Professora Helga Martins (PCB). A expectativa é que Gustavo Mendanha também se candidate ao pleito.

Nesse cenário, a expertise nas áreas de TI e educação são apenas alguns dos pilares que formam a base do plano pré-candidato do Novo. Isso, porque por um lado, Edigar acredita que só a capacitação bem feita, especialmente para crianças, é capaz de reformar o futuro de Goiás. Por outro, o professor confia no que chama de “potencial não explorado” da área de tecnologia para integrar áreas, agilizar soluções e criar uma rede de benefícios para os municípios. Em entrevista para o Jornal Opção, inclusive, Edigar Diniz opinou que “nossos jovens não estudam, nossas crianças estão despreparadas, abandonadas, esquecidas e o Estado nem sabe que elas existem”.

Como proposta para reverter esse contexto, Diniz defende um governo em que possa trabalhar oportunidades para o jovem goiano, com foco nas oportunidades destinadas à área que já conhece e atua há alguns anos: a da tecnologia. Segundo o pré-candidato, atualmente faltam cerca de 400 mil profissionais de TI no Brasil, déficit que poderia ser explorado para transformar Goiás num importante polo da área, formando jovens capacitados. “Tenho conversado com profissionais da indústria e eles falam isso: ‘Quero contratar, mas não tem pessoas qualificadas”, pontua, além de ressaltar a importância do Estado em prol de uma qualificação em massa.

O pré-candidato ainda cita, por exemplo, a Lei das Startups (de nº 182/21), que foi sancionada em junho do ano passado e estabelece regras para o setor, incluindo a possibilidade de contratação de startups pela Administração Pública. “É uma lei sensacional, mas atualmente não há nenhum movimento para fazer uso desse tipo de benefício em Goiás”, complementa. O investimento em TI, no entanto, não é o único caminho vislumbrado pelo pré-candidato para provocar transformações que fujam do jeito de agir do que ele chama de “velha política”.

Para Edigar, as tecnologias capazes de transformar o Estado já existem e só precisam ser trabalhadas. “A gente que investir no agro pra aumentar a produtividade sem derrubar nenhuma árvore. Já existe uma tecnologia chamada soja, milho e boi que está rodando em 60 mil hectares e pode aumentar muito nossa produtividade sem derrubar árvores. A tecnologia já existe, mas não está em larga escala. Quem vai ensinar?”, pontua. Além do agro, Edigar também pontua a indústria como peça fundamental de investimento, especialmente na base da cadeia, para produção de insumos.

Para a implementação desse processo, o pré-candidato bate em uma tecla que considera fundamental: a de oferecer uma cesta de oportunidades. A expressão surge em contraste com a cesta básica, frequentemente associada a ações de filantropia e assistencialismo. Edigar aponta que dar a cesta básica é importante – ele é membro do conselho da Associação Guardiões do Amor Maior, movimento que realiza ações sociais voluntárias e entregou mais de 15 mil cestas, em 2021 –, mas é um tipo de postura que não soluciona o problema.

“Pensar no próximo de verdade é criar uma oportunidade pra que ele possa criar a família dele. Por que o Novo tem esse olhar de trazer investimento, empresários, indústria, fomentar o agro de forma forte? Porque isso gera emprego, porque quando fizer isso ele [o cidadão] nunca mais vai precisar de ninguém. A visão que a gente tem é totalmente social, mas um social profundo pra resolver a vida da pessoa. Não é uma cesta de alimento, é uma cesta de oportunidade”, completa o pré-candidato ao governo.

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