Pré-candidato à presidência, Ciro Gomes rejeita possibilidade de concorrer à reeleição

Ex-prefeito de Fortaleza e ex-governador do Ceará, político nunca concorreu à reeleição em um cargo eletivo e disse que pretende abrir mão desta “tragédia”

Ex-prefeito de Fortaleza e ex-governador do Ceará, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) afirmou que não concorrerá à reeleição, caso saia vitorioso na disputa pela presidência da República nas eleições de outubro. O objetivo do pedetista é abrir mão da própria reeleição para Planalto como “moeda de troca”, onde abrirá espaços para novos nomes em prol de “reformas que o país precisa”. 

“A reeleição é uma coisa tão deformadora do processo democrático brasileiro, foi uma das tragédias que se introduziu nos costumes do Brasil”, diz o presidenciável. Segundo o pedetista, essa promessa de campanha se dá porque o país precisa de reformas que não podem ser adiadas. Ele garante que, mesmo se houver sucesso na administração do país, ele não vai tentar se reeleger. 

Além de afirmar que não deve concorre à reeleição, o político também afirmou que vai “restaurar a autoridade do presidente da República”, vai acabar com as emendas do relator (mesmo que as emendas individuais serão mantidas), e que pretende mudar estas questões que avalia como errôneas. “Eu vou para o poder para mudar isso. É o que me separa do Lula, do Bolsonaro, e dessa gente que não tem proposta para o Brasil, e quer que o povo vote só no Chico, no Manoel, no carisma, na picanha, na cerveja, na defesa da família e contra o comunismo”, alfineta.

Lançado oficialmente como pré-candidato do PDT, o político começou a pré-campanha oficialmente e tem falado abertamente sobre as propostas. Esta será a quarta vez que o pedetista concorrerá ao cargo, está em 4º lugar nas pesquisas de intenção de voto. Além de 2022, o político também concorreu às eleições de 1998, 2002 e 2018. Ciro jamais concorreu à reeleição de um cargo no Executivo, no entanto, é importante ressaltar que a reeleição só foi autorizada em 1994, por uma emenda à Constituição que foi aprovada pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Antes disso o pedetista já havia deixado o Governo do Ceará para assumir o Ministério da Economia entre 1994 e 1995, durante o governo Itamar Franco.  

Oficialização 

O pedetista foi oficializado como pré-candidato à presidência da República no último dia 21, pelo partido. Ele fez um discurso de 22 páginas e de aproximadamente uma hora, onde pregou o discurso da “rebeldia da esperança”, em alusão ao seu posicionamento que é considerado como de uma pessoa estourada.  

Na ocasião, o político que ficou em 3º lugar nas eleições de 2018, teceu críticas ao que considera como “inimigo que precisa ser combatido”. Entre eles estavam ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o terceiro colocado nas pesquisas eleitorais o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), que o ultrapassou nas pesquisas eleitorais recentemente. 

Ele também criticou a reforma trabalhista e o teto de gastos, que foram aprovados pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). “O teto de gastos de Temer deixa de fora a principal e mais extorsiva despesa: os juros. O teto de gastos é a maior fraude já cometida contra o povo. Só controla os investimentos que beneficiam o povo. Vou acabar com o teto de gastos”, declarou o político na ocasião.  

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