Prazo para conclusão das obras na Marginal Botafogo é adiado por mais seis meses

Prefeito em exercício atribui dificuldades à produção de insumos na pandemia ao passo em que secretário de infraestrutura demonstra preocupação com o período chuvoso que se aproxima

Foto: Felipe Cardoso / Jornal Opção

O prefeito em exercício de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), visitou, na manhã desta quarta-feira, 6, as obras do complexo viário da Maginal Botafogo. Acompanhando do secretário de infraestrutura, Luiz Bittencourt, além de técnicos, engenheiros e assessores, o prefeito vistoriou o local na intenção de garantir o cumprimento do contrato firmado com a prefeitura.

A obra, orçada em R$ 26 milhões e inicialmente prevista para ser entregue em dezembro, só será entregue, por completo, daqui a seis meses, ou seja, em junho de 2021.

O prefeito em exercício justificou o atraso com base no período pandêmico que o Brasil e o mundo atravessam. “Muitos materiais que precisávamos pararam de ser fabricados. Isso nos trouxe uma preocupação muito grande, todos nós sabemos que várias obras foram paralisadas devido a questão das fabricações de elementos que precisamos usar nessas obras. A pandemia nós trouxe uma dificuldade muito grande, especialmente na construção civil”, argumentou.

No entanto, o prefeito garantiu que, apesar dos problemas enfrentados, o contrato será cumprido em sua integralidade, haja vista a importância dessas obras para o dia a dia do cidadão goianiense.

“Como foi prometido pelo prefeito Maguito, as obras não vão parar. É isso que estamos cumprindo. Pretendemos manter o andamento para que se cumpra os contratos e inaugurar, é claro, o mais breve possível”, destacou.

Já o secretário de infraestrutura, Luiz Bittencourt, lembrou que a conexão com a cidade “é muito complicada” e que estão realizando obras públicas “cheias de dificuldades, de toda natureza”. “Nos próximos 15 dias, segundo os institutos de pluviometria nós vamos ter o maior indicie de chuvas na história de Goiás nos últimos 10 anos”.

Questionado sobre a possibilidades do não cumprimento dos novos prazos firmados, engrossou o tom: “Vocês vão me desculpar, mas não estamos numa maratona. (…) obra pública tem prazo para ser executada, mas não posso firmar uma data”. Segundo ele, o que se enfrenta atualmente não é atraso, “é incondição (sic) de execução de obra”.

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