Prazo dos municípios para a apresentação de Plano Emergencial do transporte coletivo se encerra hoje

Cada município irá apresentar o seu plano de forma independente até às 23h59 de hoje. Por enquanto, apenas Goiânia apresentou plano

Municípios que não apresentarem propostas estarão de acordo com plano do Estado| Foto: Divulgação

Na tarde desta sexta-feira, 5, o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Murilo Ulhôa, realizou uma coletiva online para falar sobre a questão do Plano Emergencial que está sendo elaborado pelos 18 municípios que integram a região metropolitana e o Estado de Goiás. 

O Plano Emergencial foi solicitado pela 6ª Vara da Fazenda Pública, que determinou que o Estado e os municípios apresentassem um plano para dar sustentabilidade a um problema que agravou com a pandemia de março para frente. Segundo Murilo, o que está ocorrendo atualmente com o Plano Emergencial é uma tentativa de dar sustentabilidade a um problema que se agravou durante a pandemia desde março até o presente momento. “Nesse plano emergencial nós queremos dar sustentabilidade ao sistema para que nós possamos suportar e o usuário ser atendido enquanto nós formulamos outro sistema. O que vai ocorrer é um reequilíbrio do sistema, onde o usuário vai ser atendido com alguns problemas, mas a CMTC, como órgão gestor, irá resolver o surgimento de demandas não só de Goiânia, mas da região metropolitana”, explicou Murilo. 

Os municípios pertencentes à região metropolitana têm até às 23h59 desta sexta-feira para apresentar o seu plano à justiça. Na noite da última quinta-feira, 4, Goiânia apresentou o seu plano, tendo sido por enquanto o único município a fazê-lo. Entretanto, Murilo espera ter os planos das outras cidades amanhã, aqueles municípios que não apresentarem o seu plano estarão automaticamente concordando com o plano do Estado. Com todos os planos em mãos, a justiça irá definir qual será seguido. 

Segundo Murilo, a escolha não será feita pela CMTC. A companhia terá em mãos as propostas, mas quem irá decidir quais delas serão utilizadas será a justiça. “Quem vai analisar cada plano é o Judiciário. Eles vão receber, analisar e definir por um plano. O judiciário vai ter a prerrogativa de qual plano seguir, então não cabe a CMTC analisar os planos das prefeituras”. 

O presidente da CMTC criticou o fato da questão do transporte coletivo não ser discutida como deveria. Em reuniões com prefeitos e representantes das Câmaras Municipais, Murilo Ulhôa observou que há uma boa vontade por parte dos poderes executivos e legislativos municipais de dar andamento à questão do transporte coletivo. Após a discussão e aprovação deste Plano Emergencial, Murilo espera que haja a discussão sobre um novo sistema operacional para Goiânia e região metropolitana. “Nós já conseguimos provocar uma discussão que há anos não acontecia, o que nos motiva e nos faz acreditar que essas discussões vão chegar em uma solução para mudar, em um curto espaço de tempo, esse caos que está no sistema de transporte metropolitano”, pontuou. 

Único município a apresentar proposta por enquanto, Goiânia chegou bem próximo dos números que foram apresentados pelo Estado. Segundo Murilo, o que causou a diferença de menos de 1% nas duas propostas foi apenas o índice utilizado para calcular as despesas. “O governo utilizou o índice do Codemec, enquanto Goiânia achou por bem usar o quilômetro rodado dentro do seu município e deu uma diferença de menos de 1%”.

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