Presidente do partido, Roberto Freire, disse porém que não vai punir deputados que desobedecerem orientação do diretório nacional

Marcos Abrão, do PPS de Goiás, não tem posicionamento definido sobre a votação da reforma da Previdência | Foto: Divulgação

O diretório nacional do PPS decidiu neste sábado (9/12), em Brasília, fechar questão a favor da reforma da Previdência, que tem como relator o deputado Arthur Maia, filiado ao partido. Quando isso ocorre, os parlamentares da legenda ficam obrigados a seguir a orientação do partido sob pena de punição. No entanto, como há divergências dentro do partido, especialmente na bancada na Câmara dos Deputados, é improvável que a sigla puna os desobedientes.

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As divergências entre a direção do partido e parte da bancada na Câmara ficaram claras durante a reunião do diretório nacional, quando apenas dois deputados se colocaram a favor da mudança nas regras da aposentadoria e seis não compareceram ao encontro.

O único representante do PPS Goiás na Câmara, deputado Marcos Abrão não tem posicionamento definido. O Jornal Opção tentou contato com o parlamentar mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

O presidente do partido, deputado Roberto Freire, ex-ministro da Cultura do governo Temer, disse que não pedirá aos deputados para seguirem a determinação da direção do partido e lamentou as divergências.

“Pedir a mim para falar com uma bancada que, quando eu era ministro do governo, não teve a mínima consideração, votou com a sua consciência”, disse Freire, referindo-se às votações das denúncias contra o presidente Michel Temer, quando alguns deputados contrariaram o fechamento de questão pela admissibilidade dos pedidos.

“Quero trazer para a direção nacional, da qual eles todos [deputados] fazem parte, a decisão, que é uma postura política. Ninguém quer punir ninguém, quer dizer qual a posição política deste partido. Ou nós não temos? Não é falta de respeito a direção nacional fechar questão em algo fundamental para um partido reformista”, acrescentou Freire.

Até o momento, fecharam questão pela aprovação da reforma o PMDB do presidente Michel Temer e o PTB.

Após ser eleito presidente do PSDB neste sábado (9/12), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou que vai convocar, na próxima semana, uma reunião da Executiva Nacional e da bancada tucana na Câmara para definir o posicionamento do partido em relação à votação da reforma da Previdência. O tucano disse ser favorável ao fechamento de questão a favor da proposta do governo, mas preferiu adotar um tom cauteloso ao se referir à posição do partido.