Rússia afirma que intervenção dos Estados Unidos poderá resultar em catástrofe e China se opõe a interferência externa

Foto Carmen Meléndez‏/gestionperfecta

Enquanto a União Europeia e os Estados Unidos manifestam apoio aos protestos contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, outras potências, como Rússia e China, são contra interferências externas. O Kremlin já afirmou que uma intervenção estadunidense resultaria em catástrofe mundial.

Diferente do Brasil e dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma nota reconhecendo Maduro como presidente do país sul-americano e considerou que esse movimento de oposição, liderado por Juan Guaidó, pode levar a derramamento de sangue.

No Facebook, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, publicou: “Os eventos na Venezuela mostram como a comunidade ocidental progressista está realmente lidando com o direito internacional, a soberania e a não-interferência nos assuntos internos dos Estados, deliberadamente mudando o poder lá”.

Os Estados Unidos, por sua vez, decidiu por reconhecer o Juan Guaidó como presidente interino venezuelano, em detrimento de Maduro, empossado no dia 10 de janeiro. Outras 14 nações, entre elas o Brasil, seguiram o mesmo caminho do país norte-americano.

Isso fez com que Maduro rompesse as relações diplomáticas com os EUA, que disse também não reconhecer a decisão, já que não o consideram presidente.

As posições do presidente venezuelano são endossadas, também, pela China, que tem emprestado bilhões ao país. Além disso, o outro defensor, a Rússia, tem fornecido apoio às Forças Armadas e à indústria do petróleo do país.

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, também declarou apoio a Maduro. “Meu irmão Maduro! Mantenha a cabeça erguida, nós estamos com você”, disse, segundo publicação do porta-voz presidencial Ibrahim Kalin no Twitter.

A União Europeia, apesar de não reconhecer o presidente eleito, também não manifestou reconhecimento de Guaidó e defende transição pacífica de governo.