Pós-covid figura como terceira maior causa de atendimentos em programa do SUS

Melhor em Casa completa 10 anos. Pacientes com sequelas de acidentes vasculares cerebrais (AVC) representam maior parte dos atendimentos desde 2019

Ministro da Saúde assina portaria de credenciamento de 321 equipes de Saúde da Família. | Foto: Paula Bittar/Agência Brasil

A Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde estimou que de 40% a 60% dos atendimentos realizados pelas equipes do programa Melhor em Casa estão relacionados com quadros de pós-covid 19. A informação foi divulgada pela coordenadora geral do projeto Mariana Borges em um evento que comemorou os 10 anos do programa.

O Melhor em Casa atende paciente de todas as idades com dificuldades de locomoção ou quadros de saúde agudos, crônicos agudizados ou complexos. A maior causa de atendimentos, nos últimos dois anos, foi referente à sequela por acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o número de sequelados por covid-19 são expressivos.

Segundo Mariana Borges, a pandemia surge como problemas mais frequentes. “A covid já está em terceiro lugar. É uma doença que nunca tinha aparecido e já veio direto para o terceiro lugar de atendimento”, ressaltou a coordenadora, que acredita que parte dos pacientes registrados como atendimento de influenza possa ser, na verdade, covid.

O ministro da saúde Marcelo Queiroga esteve presente no evento no Rio de Janeiro. O titular da Pasta prestou solidariedade aos que perderam entes queridos pela covid e prometeu apoio aos que convivem com sequelas.

Investimento no programa

O ministro anunciou que nesta terça-feira (9) será publicada uma portaria para permitir entrada de mais 116 equipes no programa. Hoje, o Melhor em Casa tem 11,7 mil profissionais e mais de 1,6 mil equipes. Em 2021, foram investidos R$ 540 milhões no programa.

O Melhor em Casa permite uma abordagem mais humanizada. As equipes são capacitadas para entender o contexto em que vive o paciente. “O sujeito deixa de ser biológico para ser biográfico. Ajudando as famílias a olharem para as condições dentro do domicílio, temos muito mais possibilidades de ter resultados eficazes e a longo prazo do que simplesmente tratando uma doença”, explicou Mariana Borges.

O acompanhamento em casa permite melhor qualidade de vida a pacientes terminais ou em tratamento paliativo. Além disso, reduz a procura por unidades de emergências.

Com informações da Agência Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.