Porte de armas nas dependências da Câmara de Goiânia gera debate entre vereadores

O fato de Sargento Novandir levar a arma ao plenário foi assunto de discussão em diversos momentos ainda este ano; pedido de vistas do parlamentar ao projeto de Ronilson Reis foi negado

A sessão na Câmara Municipal de Goiânia desta quinta-feira, 7, foi marcada por discussões à respeito do porte de arma nas dependências do órgão. A discussão foi iniciada quando o vereador Sargento Novandir (Patriota) subiu ao palanque para criticar a proposta do também vereador Ronilson Reis (Podemos), alegando, erroneamente, que o projeto proibia que os agentes de segurança em serviço na Casa usassem armas na dependência da Câmara.

Isso, porque o projeto de Reis deixa claro no documento que o porte de armas na Casa deve ser exclusivo a agentes de segurança em serviço, guardas municipais em serviço e agentes de segurança privada contratados pela Câmara. O ainda texto pede para que seja proibido o uso de armas por parlamentares na Casa. Na discussão, Novandir chegou a pedir vistas ao projeto, mas o pedido foi negado pela maioria – por 12 votos a 10.

A matéria veio após sucessivas vezes em que Novandir falou ou mostrou a arma na Casa. Em fevereiro, por exemplo, durante discussão sobre o Código Tributário, ele tirou um revólver na tribuna e falou que merecia apanhar por ter sido favorável a aprovação da legislação.

Santana Gomes (PRTB), inclusive, condenou a atitude do colega de portar armas na dependência da Câmara. No palanque, Novandir chegou a dizer que, se o problema for com o uso que ele faz da própria arma, ele pode fazer um contrato de não usar a arma nas dependência da Câmara. No entanto, tanto o líder do prefeito Rogério Cruz, Anselmo Pereira (MDB), quanto a vereadora Aava Santiago (PSDB) chegaram a reforçar a Novandir que o teor do projeto de Ronilson não se tratava de desarmar profissionais da segurança, mas de vereadores.

Anselmo, inclusive, contou já ter sofrido intimidação por parte de parlamentares, em plenário, devido ao uso da arma, e relembrou um episódio teria sido protagonizado pelos ex-vereadores Felisberto Tavares e Paulo Magalhães, enquanto esses ainda legislavam no município.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.